sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Aiin, ele fala palavrão


A gente chega quase a sentir pena do sujeito encarregado de encontrar "alguma coisa" contra Bolsonaro. Em princípio deveria ser fácil, o alvo é político há décadas, ainda seria presidente se não tivessem... você sabe, deve estar envolvido em altos esquemas de poder e dinheiro; "é só procurar que você encontra", diz o chefe.

Aí o coitado fuça, fuça... e não acha nada que permita ir além da "trama golpista", aquela criativa história segundo a qual Bozo se recusou a utilizar medidas constitucionais para contestar a eleição em q Barrosa admitiu ter lado e ordenou que as velhinhas invadissem um prédio e o recolocassem no poder oito dias depois de deixá-lo.

Ah, tem coisas como a "minuta do exílio". O problema é que o imbecil capaz de ser convencido de que há um crime em receber e não usar um formulário é o mesmo que já acredita na periculosidade da "minuta golpista" e seus equivalentes. E o que a chefia queria era algo capaz de aumentar o número de desafetos de Bolsonaro.

Uma saída foi reeditar a malandragem dos "51 imóveis". Daquela vez eles pegaram os imóveis comprados (não os vendidos) durante uns trinta anos por integrantes da família Bolsonaro, do primo ao cunhado. E não encontrando nada de errado apelaram para a sugestão de que o número total indicava que podia haver algo errado.

Agora é dinheiro mesmo. Embora até pareça piada, transferências entre pais e filhos ou maridos e esposas, que todo mundo faz, são apontadas como tentativas de ocultar valores. E o grande escândalo é o volume movimentado, que estaria em 44 milhões de acordo com as últimas manchetes.

Mas todo mundo sabe que os Bolsonaro recebem royalties de diversos produtos que levam seu nome e o presidente tem o apoio maciço da população que, para evitar a tentativa de asfixiá-lo economicamente, já depositou milhões em sua conta e pode depositar quanto mais considere necessário.

Assim o drama dos perseguidores se repete. Quem se escandaliza (ou finge se escandalizar) com os tais 44 milhões é o mesmo idiota ou mau-caráter que leva a sério o comando secreto sobre as velhinhas e apoia violadores de direitos humanos sancionados a nível internacional.

O que fazer? O que fazer? Como colocar Bolsonaro no mesmo nível dos corruptos em que eles costumam votar? Foi aí que o encarregado de encontrar alguma coisa nas gravações deu a sugestão que acabou sendo acatada: "Já sei, chefinho, já sei, vamos dizer que eles utilizam palavras de baixo calão."

E foi como ficou. Vai e volta e o argumento mais forte de seus inimigos continua o mesmo: Bolsonaro é ruim porque fala palavrão.


Nenhum comentário:

Postar um comentário