Uma coisa é o que aconteceu ontem na Comissão de Direitos Humanos da Câmara americana, outra é o que noticia a nossa grande imprensa. Ou, o que é mais comum, nem mesmo noticia, pois as referências ao tema são tão raras que o leitor que tentar se informar através dessa gente pode passar batido pelo tema.
No Ex-tadão, que o mencionou, encarregaram uma tal Paula Victorino de escrever sobre ele. E a moça, que era estagiária da Record até entrar na "turma de focas" do Estadão em 2024, já saiu chamando de "blogueiro" alguém como Paulo Figueredo, um jornalista conhecido quando ela ainda pedia que a mãe viesse limpar sua bunda no banheiro.
Pobre menina, suas fraldas deviam viver sujas se foram as limpezas da senhora Victorino que ensinaram a filha a separar o importante do acessório. Para dar uma ideia, a "jornalista" dá mais valor à rápida discussão do exilado Figueiredo com um deputado mortadela americano do que às suas denúncias e suas provas.
Estas, em torno das quais girou quase todo o seu depoimento, ficam resumidas a "acusações" ao Alexandre de Moraes e ao pedido de sanções contra ele, tudo assim meio vago e descoordenado. Ao final, tendo que encher linguiça, a autora do texto ainda conseguiu encontrar esta pérola:
Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro atuam juntos na busca por sanções contra o ministro do STF. Internamente, no entanto, bolsonaristas avaliam que o deputado federal não conseguiu, até o momento, obter resultados concretos.
Não Paula, não é internamente nem são os bolsonaristas, basta verificar que nenhuma sanção foi aplicada para chegar a essa conclusão. Mas continue assim, você está no caminho. Daqui a pouco você começa a citar "fontes" que ninguém conhece. E quem sabe se logo você não está na TV, lendo o que diz o celular em sua mão.
Exílio à italiana
Outro assunto que a grande mídia só menciona de forma desencontrada é o exílio da Carla Zambelli. No começo eles diziam que ela estava prestes a ser presa e enviada de imediato para o Brasil. Mas disseram o mesmo sobre o Allan dos Santos e o Oswaldo Eustáquio e era tudo mentira.
Agora, passadas três semanas de sua chegada à Itália, perderam um pouco do entusiasmo, mas ainda dizem que há uma ordem para prendê-la e a polícia italiana e a Interpol estão ocupadíssimas com isso e sabem onde ela está. Só não a prendem porque... e aí inventam um motivo qualquer.
Pesquisando aqui e ali, se entende que a deputada exilada só poderá ser enviada presa ao Brasil após um processo judicial em que terá direito a se defender e até mesmo a recorrer de uma eventual condenação (como é no mundo civilizado e era por aqui antes de tudo cair no STF). Nada será feito correndo, ao estilo ditadura bananeira.
Eu tenho uma desconfiança que a Zambelli é capaz até mesmo de deixar a Itália e se abrigar em algum lugar ainda mais confiável. Mas é só um palpite, podem pegar meu celular e ver que não existe nenhuma mensagem sobre isso por lá.

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