Deve ser uma estratégia bolada pelo Sidônio, mas parece que a grande aposta do desgoverno incompetente, corrupto e perdulário é a enésima reedição do "ricos contra pobres", com o Congresso no papel de defensor dos primeiros e o multimilionário Lule representando os segundos.
Você vai ver os comentários no X dos jornalões e está cheio de MAVs repetindo que o Congresso é inimigo do povo ou coisa similar. Mas MAV é MAV, foi contratado pra isso. Feio mesmo é ver os comentaristas alinhados ao regime PT-STF tentando dar um ar de racionalidade ao discurso imbecil.
Miriam Leitão teve coragem de escrever que o desgoverno quer cortar gastos e o Congresso o impede. Mas foi o desgoverno quem mais criou gastos desnecessários, Miriam. E o que se vê é que ele não quer diminuir nenhum, mas apenas aumentar impostos para empurrar o desastre com a barriga até onde der.
Calma que Invera Cagalhães tem a explicação para tudo. Eu escrevi que isso é o que a gente vê, mas ela garante que nós vemos errado por culpa dos "ministros acovardados", das "falhas de comunicação" e das bolhas radicais em que vivemos, que nos impedem de dar atenção às explicações da "imprensa profissional".
E as duas lambe-bolas não são exceção. De modo literal entre os mais tacanhos e meio envergonhada entre os menos, os jornais de hoje estão repletos de articulistas dançando a música do "ricos contra pobres". Desta vez o Sidônio conseguiu unificar a tropa. Deve ser agora que começa a virada.
Tem que rir
Como era fácil prever, em seu primeiro show em São Paulo após a absurda condenação, Léo Lins lotou o espaço com capacidade para 720 pessoas. Escalada para acompanhá-lo, uma tal Aline Ribeiro deve ter assistido a tudo soltando baba pelo canto da boca. E terminou assim seu artigo sobre o humorista em O Globo:
Ele dedica boa parte dos mais de 70 minutos de show a esculachar o que ele e seu público chamam de "politicamente correto", zombar do Judiciário e debochar das mesmas minorias que o colocaram no banco dos réus. Gabarita o amplo leque de piadas inadequadas, ao atacar negros, deficientes, obesos e soropositivos, além caçoar da pedofilia e do nazismo. Firme na persona do perseguido, elenca os variados processos judiciais aos quais responde, fica confortável para repetir algumas de suas piadas mais criticadas e flerta com a impunidade. "Se você cometeu um homicídio sendo réu primário, pega quantos anos? Seis anos. Eu peguei oito. A mensagem da Justiça é: 'Se você é preconceituoso, não faça piada, mate!' Vai sair mais cedo da cadeia."

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