Ser bandido é um estado de espírito. Uns se aproveitam da tragédia para saquear casas inundadas, os que chegaram a Brasília se aproveitam para tentar passar PLs que criariam mais 160 vagas no STF ou prejudicariam o consumidor e todas as plataformas de streaming que não pertençam à Rede Globo.
Você olha a lista dos que defenderam a segunda pilantragem e não dá outra, além dos avulsos que eles convencem a cada votação, PT e PSOL estavam fechados com a pilantragem, indício seguro de que a ordem veio do ex-presidiário que a Globo defende com unhas e dentes em troca de 62% das verbas publicitárias do desgoverno.
Agora o pessoal está comemorando o afastamento do perigo imediato como os vigilantes dos acampamentos de desabrigados festejam quando afugentam algum ladrão. Mas eles voltarão na próxima noite, serão quatro anos em que, ao invés de ir em frente, o Brasil terá que lutar apenas para que o desastre não seja maior.
E ainda temos os vigilantes cínicos como o Kim Kataguiri, que saem por aí se jactando de terem permanecido atentos e lutado bravamente contra a gang que na época da eleição fizeram de tudo para fortalecer e trazer de volta. É difícil dizer se esse lixo é pior ou melhor do que os próprios ladrões.
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Fiel às ordens recebidas, a global Elaine Canhotêde continua fazendo cara de apavorada com as fake news que, diz ela, continuam sendo espalhadas mesmo depois de "contestadas pelas autoridades". Mas as "autoridades" não podem estar erradas, Elaine? Você mesma não as contestava na época do Bolsonaro?
Você já viu esse tipo de raciocínio e sua correspondente resposta/pergunta. Ambos são usados em discussões com reses desgarradas que de vez em quando aparecem por aqui. Como a Elaine pode ser tudo menos burra a esse ponto, só podemos concluir que ela tem consciência de que burro é o leitor que leva seu lixo argumentativo a sério.
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"Os impostores - a incrível história dos jornalistas que promoveram uma pesquisadora de mentira" é o título que Diogo Mainardi deu ao seu relato sobre a tal Michele Prado, que era fonte confiável da Fakiela Lima, mas se tornou sua inimiga e viu seu emprego ir para o espaço ao corrigir uma mentira da gordinha.
A tacanha criatura exercia o papel de "bolsonarista arrependida" no maravilhoso mundo dos jornalistas de esquerda, ao qual, segundo Mainardi, foi apresentada por Pedro Dória, um malandro petista para quem as urnas eletrônicas não podem em hipótese alguma ser fraudadas.
E assim Michele foi indo, chegou a publicar artigos na Folha - pobre revisor, que trabalho deve ter tido - e coisa e tal. Mas acabou se levando a sério e esquecendo que não teria chance contra a fofucha global. Como resultado já foi rebaixada a "design de interiores" na mesma Folha, pela petista Monica Bérgamo.
O texto é bom. Só faltou Diogo explorar mais a denúncia sobre o gabinete do ódio janjista e a ligação da pesquisadora com gente como o petista Ortemlado (do grupo da USP que não é da USP) e a Madeleine Lasca. Ontem eu vi um vídeo em que as duas soltavam asneiras contra a "extrema direita" e, para ser gentil, o troço era puro lixo.

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