Ao longo do ano passado, o Projeto de Supervisão da Heritage Foundation analisou a sofisticada burocratização da política transgênero do governo Biden. E o assustador resultado gerou o artigo que Mike Howell publicou no Daily Signal (veículo de mídia da HF), que pode ser lido por inteiro aqui e está condensado abaixo.
O Estado Administrativo Transgênero
A investigação obteve e divulgou vários documentos explosivos. Cada um, por si só, é uma experiência absurda, uma espécie de combinação frankensteiniana de um burocrata mecânico e uma Drag Queen Story Hour.
Numa época em que um nomeado para o Supremo Tribunal não consegue definir a diferença entre um homem e uma mulher, um exército de burocratas anônimos se dedica a criar pilhas de documentos que descem a detalhes para determinar como cada órgão governamental deve abordar a questão da identidade de gênero.
Eles seguem ordens vindas do topo. Biden usou sua posição como maior empregador dos EUA para mergulhar na política radical de gênero desde o primeiro dia no cargo, quando assinou a ordem executiva chamada "Prevenir e Combater a Discriminação com Base na Identidade de Gênero ou Orientação Sexual", que em certo ponto afirma:
As crianças devem ser capazes de aprender sem se preocupar se não terão acesso ao banheiro, ao vestiário ou aos esportes escolares. Os adultos devem ser capazes de ganhar a vida e seguir uma vocação sabendo que não serão despedidos, rebaixados ou maltratados pelo que fazem casa ou porque a forma como se vestem não está em conformidade com os estereótipos baseados no sexo.
A ordem executiva orientou as agências governamentais a rever suas políticas para conformar-se com os novos princípios e produzir planos que demonstrassem seu cumprimento. Com um golpe de caneta e sem qualquer votação, toda a força de trabalho do governo federal foi obrigada a assumir o lado profundamente impopular de uma questão social controversa.
Isso foi seguido por uma série de outras ordens, pronunciamentos e iniciativas. Alguns resultados dessas ações são rapidamente comentados nos exemplos que finalizam este texto e revelam parte da enorme atenção que o governo Biden dedica ao tema.
Detalhes minuciosos são expostos em regras intrincadas que devem ser rigidamente seguidas pelos funcionários. Isso inclui a criação de uma classe de comissários transexuais pertencentes a toda a sopa de letrinhas nas agências governamentais, uma estrutura independente e complexa, com conselhos e organogramas multicamadas.
O resultado final destes esforços e, ao que parece, seu verdadeiro motivo sinistro, é a segregação ideológica por parte do governo federal. A intenção não é proteger os sentimentos de algumas pessoas, mas sim impor a conformidade ideológica e garantir uma força de trabalho burocrática alinhada com objetivos políticos radicais.
Aliás, a mesma teoria aplica-se à vacinação obrigatória durante a pandemia da covid, que teve como resultado o expurgo dos dissidentes ideológicos. Os esquerdistas estão perfeitamente cônscios do poder do governo federal para estabelecer padrões. As regras e ditames que vigoram em suas sedes provavelmente afetarão os governos e corporações estaduais e locais, bem como a ampla comunidade de empreiteiros federais.
Não se trata apenas de refazer o estado administrativo, trata-se de destransgenerizar a América. Mas pelo menos agora sabemos exatamente o que precisamos arrancar quando a sanidade for devolvida à Casa Branca.
Escritório de Gestão de Pessoal
Funcionários que não utilizem os pronomes escolhidos pelos trans podem ser punidos por "comportamento hostil ilegal". Funcionários "em transição" devem ser apoiados com mudanças de nome e pronome e no que mais precisarem. Ninguém deve ser coagido a usar banheiro isolado. E o ideal é que homens possam usar banheiros femininos e vice-versa.
Departamento de Agricultura
Um memorando ordena a promoção dos direitos LGBTQ em todo o mundo. Entre outras coisas, esse documento acrescenta restrições LGBTQ às subvenções agrícolas estrangeiras.
Alfândega e Proteção de Fronteiras
Agentes da Patrulha da Fronteira devem usar os "pronomes preferidos" dos que tentam entrar ilegalmente nos EUA: "NÃO use pronomes 'ele, ele, ela, ela' até que você tenha mais informações sobre o indivíduo ou este as forneça."
Departamento Federal de Prisões
A administração deve fornecer gratuitamente operações transgênero completas. Prisioneiros federais podem solicitar terapia hormonal feminilizante ou masculinizante. O processo é revisado por um grupo criado para isso, que encaminha suas recomendações a um diretor médico para aprovação final.
Departamento do Tesouro
A letra "X" deve ser usada como marcador de gênero, em vez dos tradicionais "M" e "F". Um agente especial supervisiona "todas as comunicações oficiais e materiais escritos" do departamento para "garantir a adesão à política de gênero determinada".
Departamento de Interior
Um extenso boletim sobre o assunto tenta uma definição de "identidade de gênero", dizendo que ela depende "do sentido interno de um indivíduo de ser homem, mulher, de outro gênero, sem gênero, de múltiplos gêneros ou de gênero fluido". Funcionários que utilizarem o nome ou pronome errado estarão praticando discriminação ilegal.
Departamento de Justiça (Divisão Antitruste)
Os gestores devem desempenhar um papel ativo na "inclusão da identidade de gênero". Cabe-lhes analisar os relatórios dos entrevistadores para novas contratações, "sondando cuidadosamente os comentários que sugerem que o entrevistado se sentiu desconfortável" e "considerando se o preconceito inconsciente pode ter desempenhado um papel". Os gerentes devem corrigir os funcionários que "erram o gênero" dos colegas de trabalho e facilitar as apresentações compartilhando seus próprios pronomes preferidos. A divisão tem planos em andamento para aumentar ainda mais essa diversidade e inclusão.


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