sábado, 10 de junho de 2023

Os surmulots contra-atacam

No início de setembro último, um imbecil que vive em Veneza escreveu mais ou menos o seguinte: "Agora é ir às ruas. Dia 7, os poucos fanáticos que ainda apoiam Bolsonaro terão sua vez. E depois, no dia 12, as multidões que querem um candidato decente mostrarão sua força Brasil afora."

Todos nós sabíamos que seria o contrário, não era difícil prever. Como um camarada que se pretende analista político pôde errar tão feio?

O primeiro motivo é que ele vive em Veneza, distante dos brasileiros de carne e osso que nos mostravam outra coisa. O segundo é que ele é um imbecil e se baseou em pesquisas fajutas e na imprensa que desonestamente as retransmitia para formar sua opinião.

Lembram? Para quem não lembra, um artigo de Vladimir Safatle, já reproduzido parcialmente por aqui, pode ajudar. Escrevendo para os seus, o esquerdista perguntava, surpreso, quantas vezes eles haviam lido que Bolsonaro estava acabado e não tinha o apoio de mais que uns 12% de radicais alucinados.

Como ele mesmo acreditou nisso? Pois é, o Lênin de repartição vive no Brasil, mas, sacumé, é "de repartição". O cara não deve nem abaixar o vidro do carro enquanto transita de um ponto a outro de seu mundinho fechado. No fim, conhece o país como o que está no estrangeiro, através da imprensa. E das falsas pesquisas.

A coisa foi tão feia que Ipecs e Datafolhas se recolheram no último instante. Seus defensores tiveram que se calar frente às provas de que essa gente fazia era propaganda política irregular. Até uma CPI ameaçaram criar.

E agora os ratos estão de volta, como se nada tivesse acontecido, dizendo que a popularidade do ex-presidiário é maior que a de Bolsonaro na mesma época. Aquele Bolsonaro que continua indo a estádio de futebol. Aquele ex-detento que só aparece onde lhe garantem uma claque e foge antes que o povo de verdade possa chegar.

Será que o idiota de Veneza continua acreditando neles?

Falando no assunto

Não sei quem fez a pesquisa, mas alguém concluiu que a população de ratos está aumentando por lá e Paris já tem mais de 6 milhões deles, cerca de três para cada habitante humano da cidade.

Aproveitando-se da situação para vender seu peixe, uma vereadora do Partido Animalista quer que o pessoal deixe de lado os preconceitos e aprenda a conviver com os bichinhos que chama por outro nome - surmulots -, pois o tradicional contém uma conotação negativa. Talvez seja o começo do fim para a milenar ratofobia.

Mas eu li a reportagem e nas entrelinhas dá para entender que, por via das dúvidas, os incompetentes que não conseguem evitar o problema já estão providenciando um culpado. Sim, é o aquecimento global, aquele que depende do desmatamento da Amazônia. Que aumenta, logo dirão, por culpa de gente como Bolsonaro.

Em Veneza também haverá muitos ratos?

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