Esqueça as mentiras da história oficial. Só agora nós estamos percebendo por que a Descoberta do Brasil e o Dia do Índio são comemorados com apenas três dias de diferença. É que uma salvou o outro. Os nossos pobres indígenas estavam quase morrendo de subnutrição quando os europeus chegaram e passaram a alimentá-los.
Pelo menos é isso que se pode depreender dessa novela dos ianomâmis que não conseguem sobreviver sem ajuda governamental. Os coitados ficam lá parados, deitados na rede, olhando pro teto, esperando a marmita chegar. Não conseguem fazer uma rocinha, caçar uma capivara, nada de nada.
E não pense que é por falta de espaço. Quem tem memória deve lembrar de quando sua reserva foi criada, no governo Collor, sob intensa pressão internacional. Diziam que eles não podiam ser limitados pelas fronteiras atuais e precisavam de uma área imensa para que pudessem zanzar de um lado para outro como sua cultura exigia.
Como resultado, o Brasil lhes destinou uma área maior que duas Suíças e a Venezuela contribuiu com quase outro tanto. Nesse imenso território, a maior reserva coberta por floresta do mundo, circulam cerca de 35 mil indivíduos, aproximadamente a população do bairro do Bom Retiro, um dos menores de São Paulo.
Também não é por falta de caçadores. Para garantir que estes não escasseiem, o primeiro filho das mulheres ianomâmis é sempre macho, se nascer fêmea elas já matam antes de voltar para a aldeia. Se nascer macho e com alguma deformidade, matam também. E se o problema físico se manifestar mais tarde, matam igual.
Se não faltam ianomâmis aptos para a caça, talvez falte o que caçar. Como ninguém consegue policiar uma área daquele tamanho, sua reserva tem sido invadida por garimpeiros, traficantes e assemelhados, que fazem eventualmente seus churrascos. Mas daí a faltar capivara para meia dúzia de índios vai uma grande distância.
Assim, parece que eles têm o que precisam, mas essa visão pode ser um etnocentrismo de nossa parte. Talvez exista um problema de ordem cultural, transcendental, alguma mensagem que os espíritos da floresta mandaram aos pajés ianomâmis, proibindo seu povo de pegar uma fruta na árvore, comer uma raiz ou catar um peixe no rio.
O fato concreto (como diz aquele) é que eles precisam ser alimentados pelo homem branco e, aqui ou na Venezuela, alguém não enviou as marmitas em tempo hábil.
Precisamos resolver logo essa questão, é a nossa obrigação. Depois sim, devemos tentar resolver o grande mistério por trás de tudo isso, que é saber quem alimentava os ianomâmis antes da chegada dos europeus. Os incas? Um império desconhecido? Extraterrestres? Eram os marmiteiros astronautas?

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