Não foi mancada alguma, aquele que até Obama comparou a um chefão mafioso sabia o que fazia quando defendeu os "meninos" que decidem roubar (e eventualmente matar) para tomar sua "cervejinha". Ele falava para o seu público, para os criminosos que, quando podem votar nos presídios, o preferem numa proporção de quase 9 entre 10.
E se os presos (que são quase um milhão) fazem isso, os bandidos soltos (que são muitos mais) devem fazer também, em proporção similar. Tomando os números oficiais, sem considerar a provável fraude, só aí você tira muito mais que os dois milhões de votos que o ex-presidiário recebeu a mais que o adversário.
Sua vantagem também é historicamente enorme, embora não tão avassaladora, entre os quase dez milhões de eleitores totalmente analfabetos. E igualmente grande entre os numerosos analfabetos funcionais, em grande parte criados pela desastrosa política educacional dos anos lulopetistas.
Mas mesmo quem estudou matemática nesse tempo já deve ter feito as contas e concluído que, com sua imensa vantagem nesses segmentos e apenas dois milhões de votos a mais no geral, Clyde tem contra si a maioria dos que não são bandidos nem analfabetos. Fora do Nordeste, então, essa maioria é avassaladora.
Essa maioria constitui também a parte mais ativa e dinâmica da sociedade. Obviamente, também há pessoas decentes e produtivas entre quem votou no condenado em três instâncias, mas não é exagerado dizer que o país ficaria aliviado se seus eleitores sumissem amanhã, mas acabaria se os sumidos fossem os eleitores do inimigo.
A palavra não está aí por acaso. A turma do Clyde sempre considerou inimigo quem não está com ela. Um inimigo que ele já deixou claro que tentará sufocar através dos militantes que usarão os cargos obtidos em tribunais para cometer mais arbitrariedades contra os que chamam pejorativamente de "mané".
Ele tentará também usar os apoios que comprou na grande imprensa, é claro. Mas esta já fez tudo o que podia nos últimos anos e só convenceu uma minoria entre quem não é criminoso ou analfabeto. Essa linha de ação está fadada ao fracasso, o que deve ser estimulado é mesmo a intimidação.
Nesse sentido, ao que tudo indica, teremos um governo que tenderá a se comportar como uma força invasora e, com o intuito de se eternizar no poder ao estilo cubano ou venezuelano, se dedicará a censurar e intimidar a maioria dos que não são analfabetos nem criminosos.
Não há nenhuma novidade nessas intenções, eles sempre as tiveram. A diferença é que agora parecem estar dispostos a não perder a nova chance de colocar o plano em prática. E a dúvida é até quando isso será suportado. A História mostra que nunca é para sempre, mas talvez o desastre se estenda por mais tempo do que muitos imaginam.
Imagem acima: Paris ocupada pelos adeptos do Partido dos Trabalhadores Nacional-Socialista Alemão, mais conhecido como nazista.

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