quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Mudanças repentinas

Notícia mesmo é o anormal, o homem morder o cachorro, não o inverso. É nesse sentido que protestos de direita com mascarados, depredações e incêndios deveriam ter intrigado nossa mídia. Como, esta deveria se perguntar, pessoas que se reuniam aos milhões sem virar uma lixeira se transmutaram repentinamente em vândalos ferozes?

Uma vez que a polícia não prendeu ninguém, ficamos sem saber quem eram aquelas pessoas com o rosto coberto e comportamento que só costumávamos ver em manifestações de esquerda. Mas para que investigar quem elas são? A nossa grande mídia concluiu que todas eram "bolsonaristas" e ponto final.

Essa atitude não é notícia, tornou-se normal. A típica reportagem de hoje sai com uma verdade na cabeça e só procura um fato para que este lhe sirva de exemplo, distorcendo-o para encaixá-lo no discurso quando necessário. Seria assim com o racismo, a homofobia ou outra pauta, por que não com a "violência bolsonarista"?

A própria grande imprensa brasileira mudou repentinamente. Alguns de seus integrantes mudaram mais ainda, está aí nossa Tia Reinalda para provar. Esses dias eu vi um artigo em que, sem citar especificamente a figura, uma jornalista dizia que essas coisas geralmente não acontecem por suborno, mas por chantagem.

Que segredos pessoas como Titia estariam tentando esconder? Não sabemos. A jornalista em questão hoje está fora da grande mídia. E ninguém que nesta permaneça investiga mais essas anormalidades. A nova Tia Reinalda se encaixa na pauta, é só fazer de conta que nada aconteceu e tocar o barco.

Quem não mudou foi o PT. Antes da transição, Reinaldo Azevedo vivia lembrando, com indisfarçável orgulho, que o petista Alberto Cantalice o havia colocado no topo de uma lista de jornalistas inimigos do país ("do país, não do partido", ressaltava o criador do "Apedeuta"). Pois vejam o que o petista anda dizendo:

Pois é, os inimigos mudaram e agora se chamam "estimuladores do ódio". A mídia mudou, até Cantalice reconhece isso num artigo em que complementa o ataque acima. Mas o português pavoroso e o totalitarismo ainda pior continuam os mesmos, ele e seu partido não mudaram nada.

Pensando bem, deve ser por isso que tantos "isentões" defenderam o retorno do lulopetismo. Num país em que tudo pode se alterar repentinamente sem ninguém se importar, o partido-quadrilha representa um ponto de estabilidade, um porto seguro em meio a mares revoltos. Um porto de piratas, de bandidos corruptos, mas é.


Clique AQUI para ver Titia falando do caso no passado.


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