"Ordem democrática vilipendiada e atropelada pelo ditador de Brasília" disse o decano do MPMG ao discursar na cerimônia que reunia as maiores autoridades do estado. Estava lá até o senador Pacheco, que fez cara feia porque sabe que deveria enfrentar o arbítrio e não o faz.
Alguém não sabe quem é o "ditador de Brasília"? Alguém ainda terá coragem de repetir, como fizeram por aí durante quatro anos, que esse ditador é Bolsonaro? Ou a de que tudo poderia ser feito para derrotá-lo porque era necessário restaurar a democracia brasileira?
Ninguém consegue apontar um ato ditatorial do presidente, uma só tentativa de criar mecanismos para prender ou censurar pessoas. E qualquer um pode citar as inúmeras tentativas dos corruptos do partido do condenado em três instâncias e os atos recentes do topo do nosso Judiciário.
Ainda há quem tente manter a mentira e apresente o primeiro como autocrata e os outros como democratas, mas só quem realmente acredita nela são os idiotas que constituem o grosso do eleitorado do marginal irregularmente descondenado. A minoria que os controla sabe que está mentindo, só é cínica.
O decano do MPMG e todos que o ouviram também sabem. E podemos apostar que quase todos eles estão ao lado da grande maioria dos que não são criminosos ou analfabetos, que sabe e não concorda. Como não concordam nas ruas, nos quartéis, em todos os lugares.
No entanto, depois de um processo eleitoral repleto de irregularidades, as pessoas continuam a ser presas e censuradas de maneira abertamente ilegal. Com a conivência de boa parte da grande imprensa, a ditadura avança e o país se aproxima do ideal bolivariano do partido-quadrilha.
No fim nossa democracia era mesmo muito frágil. Não foi preciso tropas na rua, revogação de leis nem nada do tipo, bastou um sujeito sair canetando e mais alguns não fazerem o que deviam para criar uma ditadura entre nós.
Aproveitando a Copa, é como se um jogador de quinta categoria fosse levando a bola da defesa até o ataque enquanto os craques do outro time discutem quem devia combatê-lo. E é como se ele fizesse isso várias vezes e enfiasse uma goleada nos que se recusam a dar um passo e desarmá-lo.
É como se estivéssemos num trem dirigido por um maluco e todos vissem os desastres que ele já está causando, mas ninguém puxasse o freio de emergência. É uma situação surreal, às vezes parece que o país enlouqueceu.

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