terça-feira, 13 de dezembro de 2022

O futuro de nossos jornais

Dizer que o condutor do processo foi ouvir um sambinha com uma das partes e pretende prender mais partidários da outra não é nenhuma novidade. Melhor falar mais um pouco de quem nos dá essas notícias, aquela parcela do jornalismo que está tentando consertar a velha tesoura.

Não está fácil. Clyde pode chamar os eleitores do adversário de inimigos da democracia, como fez ontem, mas eles não. Eles precisam de leitores, pessoas capazes de ler e entender um texto, e a grande maioria dos plenamente alfabetizados votou contra o candidato sufragado por nove entre dez criminosos.

É esse público que eles planejam conquistar ao estilo MBL, dizendo que o sujeito estava errado ao votar no Bolsonaro e deve esquecê-lo para se juntar ao tipo de "oposição" que eles, que até agora só auxiliaram Clyde, prometem lhe fazer no futuro.

É difícil. E se torna ainda mais quando eles afirmam que os mascarados que atearam fogo em automóveis de Brasília não são infiltrados, mas "bolsonaristas". Pode fazer sentido para eles, que pretendem demonizar quem se opôs de verdade ao lulopetismo, mas não para quem sabe que o perfil dos acampados frente aos quartéis não combina com essas ações.

Tentar fazer o verdadeiro antipetista de bobo para depois conquistá-lo não parece uma ideia muito inteligente.

E tentar angariar leitores do outro lado seria ainda mais difícil, pois o número de alfabetizados é menor e estes têm dificuldades para compreender textos e raciocinar por conta própria.

Comprovei isso ontem, lendo, por curiosidade, várias respostas a um tuíte do anta Mário Sabino. A maioria era de eleitores do condenado nas três instâncias técnicas. E quase todos chamavam o sujeito de bolsonarista (!), diziam que o PIG havia trabalhado contra seu ídolo nas eleições (!!) e coisas do tipo.

O eleitor lulopetista não é só mal agradecido, é burro mesmo. Foi programado para repetir um discurso e faz isso mesmo que os fatos o contradigam abertamente.

Queimado de um lado, queimado do outro. Como nosso jornalismo vai se virar daqui em diante? As verbas públicas devem retornar num primeiro momento, mas o que acontecerá quando os que as liberam perceberem que eles não conseguiram afiar a tesoura e fazer outra vez o papel de falsa oposição? Continuarão lhes pagando por nada, só para receber um percentual do valor liberado como comissão?

Talvez a solução seja se limitar ao público que já caiu na sua conversa e não votou contra o lulopetismo para melhor combatê-lo depois. Criar seções dedicadas a super-heróis japoneses e dancinhas de animes poderia ser um bom começo.


Clyde = CLyDe = CLD = Corrupto e Lavador de Dinheiro.

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