terça-feira, 13 de outubro de 2026

Mais uma máscara que cai

Foi antes do lulismo e seu jornalismo amestrado tornarem normal falar de corrupção de milhões e bilhões. Acusado de falcatruas diversas e entregue às feras pela própria esposa, Celso Pitta enfrentou pedidos de impeachment e não concorreu à reeleição no ano 2000. Estava certo, ninguém mais o apoiava... com uma exceção.

Não recordo que nome usava o "movimento negro" daquela época, mas lembro como um de seus dirigentes explicou seu posicionamento: Pitta era negro e o importante era ele completar seu mandato e ficar registrado que São Paulo teve um prefeito negro, o resto, do ângulo de sua luta, era secundário.

A argumentação tinha sua lógica e comprova que houve uma época em que esses movimentos não estavam subordinados a uma linha política específica. Me parece que se podia dizer a mesma coisa dos defensores do protagonismo das mulheres, mas isso também foi antes do lulopetismo e da captura gramsciana de toda pauta social.

Hoje, ao contrário, uma pergunta se repete entre os angustiados colunistas de nossos jornalões: Devemos comemorar a votação recorde obtida por mulheres no último dia 4 ou devemos lamentar que a maioria das bem votadas seja de direita (eles dizem "extrema direita")?

A dúvida que dilacera corações revela a obtusidade das mentes. Para qualquer pessoa medianamente inteligente é óbvio que não se pode esperar que metade da humanidade tenha a mesma opinião sobre temas como aborto, educação de filhos e o relacionamento com a outra metade. 

Se você jamais obteria essa unanimidade numa fila de supermercado, não pode pretendê-la numa representação parlamentar. Mas eles não se conformam, mal disfarçam seu desejo de que todas as mulheres se enfiem na estreita caixinha de ideias defendidas pelas militantes de esquerda que dizem falar em nome de todas elas. 

Para essa gente, só os homens teriam direito a pensar por conta própria e divergir uns dos outros, mulheres seriam obrigadas a seguir as "agendas" politicamente motivadas do momento. Que chamem isso de respeito às mulheres só mostra como conseguem manter discursos completamente desconectados dos fatos. 

Mas vamos dar um desconto; para quem um dia acreditou que os "trabalhadores do mundo" poderiam se unir e pensar todos da mesma maneira, até que não está tão mal. 


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