O tempo passou como um raio, é amanhã a eleição. A vitória no primeiro turno - inesperada, praticamente todos apostavam no inverso - permite confiar que a dianteira será mantida no segundo, mas os números projetados sugerem que, mesmo na melhor hipótese, não faltarão emoções.
Com audiência de Copa do Mundo, como faz questão de lembrar a Globo, o debate de ontem foi bom. Percebe-se que os esquerdistas da imprensa culpavam as regras frouxas do debate anterior pela derrota e tinham a expectativa de uma vitória sob o novo formato, mas foram obrigados a se conter.
Como a gente dizia lá atrás, era ridículo pensar que Flávio passaria mal porque isso aconteceu uma vez há dez anos. E era absurdo duvidar da capacidade de comunicação de alguém com 16 anos de deputado e oito de senador. Ele alterou sua atuação de um evento para o outro e se saiu bem nos dois casos.
Não sei quanto, mas acho que até essa flexibilidade conta a seu favor. Ela combina com o fato dele ser mais jovem, mais bonito, mais alto e ter a voz mais agradável do que a do velho ladrão. As pessoas gostam de dizer que não dão importância a essas coisas, mas seu subconsciente tem outra opinião.
Global Election Simulator
Uma novidade pouco comentada desta eleição foi o Global Election Simulator, fundado em maio passado para oferecer projeções mais precisas que as das velhas pesquisas de opinião. Com um elevado índice de acerto nas eleições estaduais e no primeiro turno da presidencial, o site projeta uma vitória final de Flávio por 53x47.
Não está muito claro como eles chegam a esses resultados e procurando por aí eu acabei caindo no Piero Leirner, que para quem não lembra era o antropólogo amigo do Romulus Maya que vivia falando sobre guerra híbrida.
Para Piero, quem está por trás dessa gente são as agências americanas com sua absurda capacidade de capturar dados e processá-los, monitorando opiniões de milhões de maneira praticamente individual. Ou seja, Trump e Rubio parecem estar quietinhos, mas estão de olho na nossa eleição.
A propósito, o antropólogo acredita que Lule se daria melhor se tivesse se desvinculado abertamente do STF e se mostrado um cara pacífico e acolhedor. Para atender a esses objetivos ele só precisaria anistiar Bolsonaro e os envolvidos no 8 de janeiro. Seria uma boa estratégia, temos que reconhecer.

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