sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Na reta de chegada

Não dá para saber se tudo se deve ao esquerdismo patológico da maioria dos nossos jornalistas ou se está rolando uma graninha extra para o pessoal fazer um último esforço na reta final, mas é impressionante como a chamada grande imprensa está distorcendo informações de uns dias para cá.

Começa pelo arredondamento do último Datafolha, pois 47x46 de votos totais dá 50,53x49,46 em votos válidos. O mais adequado seria arredondar esses números com uma casa decimal, para 50,5x49,5. Mas se você quer apresentar números cheios precisa levar o 50,53 para cima (51) e o 49,46 para baixo (49). 

Essas são regras lógicas e utilizadas há séculos, oficializadas no Brasil pelo IBGE em 1966 e pela ABNT em 1977. Descumpri-las é como errar a acentuação das palavras, uma vergonha para um veículo jornalístico como a Folha, que se pretende o mais importante do Brasil.

Mas o truque já havia sido usado neste segundo turno, para transformar uma pesquisa de outro instituto que deveria dar 53x47 em 52x48. E tanto nessa ocasião como agora o problema não se limita à Folha, os outros fazem de conta que não notaram o problema e repetem candidamente a manipulação inicial.

Outro exemplo é a tal liberação dos sigilos. As primeiras notícias diziam que Flávio se recusava a abrir suas contas e as atuais dizem que Mendonça declarou que o TSE não tem nada com isso depois de Flávio ter "cedido" à pressão pela abertura. Nenhuma menção ao fato do Molusco não ter entregue nada e à ingenuidade de quem imagina que um ladrão vai depositar o que rouba em sua conta bancária normal.

Também tem a velha fórmula do "advogado amigo de Flávio é acusado de..." como se a acusação fosse indiscutivelmente verdadeira e a amizade com o candidato implicasse numa sociedade entre ambos.

Até o Richarlison apareceu. O imbecil pagou por uma ilha a malandros que não eram seus proprietários e agora reclama que Flávio, que não tinha nada com isso e a adquiriu legalmente, acabou ficando com ela. A Milly acha que os jogadores da Seleção deveriam defender o ex-colega e se revolta porque eles se mostram bolsonaristas que não querem comprar briga com o Neymar.

A última é a notícia de que Flávio teria participado de uma festa dada pelos representantes brasileiros da vacina indiana (lembra?) e possivelmente transado com garotas de programa colocadas à disposição dos convidados. Se ele fez isso não sabemos, mas podemos garantir que pelo menos não matou a esposa para depois casar com a puta. 

Aliás, falando em mulheres, temos o escândalo da Luchsinger que, agredida verbalmente pelo presidente mentiroso que diz não conhecê-la, já enviou suas duas filhas (duas mulheres) para o exterior por temer por sua segurança. 

Machismo, misoginia, ameaça de feminicídio... as manchetes gritariam e aquelas moças que escrevem na Folha estariam exigindo prisão para ontem se o lado afetado fosse o contrário. Eles não se limitam a lançar falsas acusações, também escondem as verdadeiras neste último sprint da corrida eleitoral.

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