quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Histórias que se repetem

Depois que Josué e os de sua geração morreram, os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, misturaram-se aos povos da terra que não haviam sido destruídos durante a conquista como o Senhor lhes ordenara, deixaram ao Senhor Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e serviram aos ídolos, a Baal e Astarot.

Então o Senhor irou-se e entregou-os na mão dos inimigos ao seu redor, que passaram a despojá-los e dominá-los. Mas sempre que sua opressão se estendia e sua aflição aumentava o Senhor compadecia-se de seu gemido e levantava-lhes juízes. E o Senhor era com o juiz, que enfrentava seus dominadores e os libertava.


Esse pequeno resumo do início do livro de Juízes pode ser aplicado à situação dos brasileiros, o povo cujos erros permitiram que sua terra fosse dominada por essa chusma de bandidos vagabundos que hoje nos oprime e nos desgoverna. Mas esse tema está aqui por dois motivos específicos.

O primeiro é a constatação, feita pelo "especialista em evangélicos" da Folha, de que as recentes atitudes do ministro André Mendonça contra os criminosos incendiaram o segmento, despertando os seus núcleos bolsonaristas que até aqui ameaçavam chegar à eleição sem muito entusiasmo. 

O segundo motivo é que, como constatado no 7 de Setembro, Mendonça está sendo chamado de Gideão, o juiz que inicialmente se achava fraco, mas foi transformado pela fé. E que dispensou a maior parte dos que queriam ajudá-lo, selecionando um pequeno grupo de 300 com o qual enfrentou e venceu inimigos muito mais numerosos.  

Essa é realmente a situação de Mendonça, quase isolado no STF e numa imprensa cujos membros, em sua maioria, mal disfarçam seu apoio ao regime luloalexandrino. Ninguém ainda sabe qual será o resultado desse jogo, mas a atuação do ministro já despertou um entusiasmo que estava mesmo em falta. 

Vamos à luta, as forças do mal parecem enormes, mas podem ser derrotadas.


Sem ter como defender os falcatruas de sua turma, a militância de redação tenta desesperadamente equipará-la ao adversário, repetindo vezes sem conta que Flávio deve "justificar o dinheiro que pegou com Vorcaro".

Eles sabem que Flávio não pegou um centavo, todo o dinheiro foi para o filme e a produtora já disponibilizou a relação de suas despesas - que vejam lá se há algo errado. Trata-se aqui de um investimento totalmente legal como tantos que o banqueiro fez e não se confunde com o seu pagamento por proteção judicial. Mas os desonestos tentam confundir, pois é isso que lhes resta.  


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