Mais um 7 de Setembro, mais uma prova de que o presidente do povo popular - obrigado, Casseta & Planeta - não consegue levar ninguém espontaneamente às ruas. Para tornar tudo mais patético até o palanque das autoridades estava desfalcado, pois seus parceiros da banda podre do STF acharam melhor não se expor.
Zema, Caiado e Cury nem pensaram no assunto, sabem que também não empolgam muita gente. Charlinho tentou e quem atendeu à sua convocação acabou reclamando dos preguiçosos que ficaram em casa. Mas quando eles saíram às ruas contra Bolsonaro não juntaram mais militantes que ontem, talvez esse seja seu limite.
Quem já provou que tem um potencial muito maior é a direita bolsonarista. É evidente que a perseguição do regime luloalexandrino tornou inviável pensar em manifestações de milhões. No entanto, é ali que está o povo disposto a melhorar o país, cujo número, mesmo reduzido em relação ao passado, continua infinitamente superior ao das outras opções.
Essas manifestações foram igualmente satisfatórias em termos de conteúdo. Bons discursos no tom adequado, temas bem escolhidos. Acho que o destaque foi o apoio explícito ao ministro André Mendonça, que reforça os laços com os evangélicos e reitera que a vitória contra a banda podre depende do voto de cada um na próxima eleição.
Enquanto isso, com os gestos nervosos e a voz estridente que soa mais falsa quando tenta afetar sobriedade, Charlinho repetiu as críticas a Cury e os elogios ao antes desprezado Enéas. E atacou também Alexandre de Moraes! Qualquer dia vai mentir que não festejou suas perseguições e não lhe enviou denúncias e emojis de coração.
Mas nada foi tão patético quanto o desfile de Brasília, tanto que os jornalões de hoje já não o mencionam. Como destaque, a tentativa de dizer que, ao contrário do que escancaravam as imagens, ele foi assistido por umas 70 mil pessoas. Só se eles contaram quem acompanhou o evento pela TV. E olhe lá.
No que eles se apegam
Depois do empate na petista Quaest, até Merdal reconhece que a situação do Molusco não está tão boa. Suas esperanças se depositam na escandalização do caso Dark Horse e no medo que as pessoas voltarão a ter do bolsonarismo agora que a "direita nazista" conquistou um estado alemão.
Sei não, Merdal, o valor em questão foi um investimento no filme e a produtora parece ter feito a gentileza de mostrar onde o gastou. E quanto ao "nazismo" você devia considerar que as mentiras da imprensa desonesta de lá não convenceram nem mesmo o eleitorado alemão.

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