sábado, 26 de setembro de 2026

Esportes sem sorte

Eu já tinha visto uma moça que desconheço brandir o argumento. Sei que a Milly Lacombe também o fez. E esses dias chegou a vez da sua colega de UOL-Esportes Alicia Klein, outra militante que se considera obrigada a fazer os apreciadores do futebol masculino gostarem do futebol feminino, aquele das arquibancadas vazias.

Talvez imaginando que o sujeito é capaz de ir ao estádio para que não o chamem de viado, as moças passaram a dizer que se o torcedor típico (homem) gosta do futebol masculino e não do feminino é porque na verdade ele não gosta de ver mulher.

A primeira coisa que as inteligentes esquecem é que existem categorias masculinas quase tão desprezadas quanto a feminina. Alguém sabe quem é o atual campeão nacional sub-20? Você festejaria um título do sub-17 se o seu time caísse para a segundona? 

Como poderia dizer Daniela Lima, o pessoal gosta de coisa boa. Comer uma picanha ou ver de perto uma nova Ferrari não é o mesmo que comer carne de terceira ou apreciar um Fiat 147 enferrujado. Você pode reclamar de seu time principal, mas não há como compará-lo aos das outras categorias.

Essa diferença de qualidade se repete em matéria de mulher. Se a questão fosse gostar de vê-las, o torcedor procuraria mulheres atraentes, bonitas e charmosas. Outros esportes as têm (e o pessoal às vezes os assiste por isso), mas além de maltratarem a bola nossas futebolistas costumam ser feias de doer. 

De qualquer modo, isso mostra como funciona a cabeça desse pessoal. Eles começam exigindo fim de preconceito, direitos iguais e outras coisas que são razoáveis. Mas num segundo momento querem obrigar todo mundo a pensar como eles. E no final, quando podem, tentam criminalizar as opiniões divergentes.


Faz sentido que, como foi comentado ontem, o Lara tenha proibido as bets de mentirinha, só durante a eleição. Uma MP precisa ser analisada pelo Congresso em até 45 dias, prazo suficiente para chegarmos ao segundo turno. E ela perderá a validade se não for aprovada em até 120 (60+60) dias.

O problema é que a proibição arrebenta com o futebol sem, talvez, trazer nenhum benefício. Essa história das milhões de famílias destruídas pela jogatina é certamente exagerada. Quase todas as pessoas que conheci jogavam, ainda que esporadicamente, no bicho, nas loterias da Caixa ou na roleta clandestina. Nunca conheci um viciado.

A bala de prata pode se voltar contra o atirador se muita gente que gostava de jogar nas bets se irritar com a interferência do governo. Mas o Descon tinha que fazer algo impactante para tentar melhorar seus índices e abafar as mais recentes notícias sobre as falcatruas de seu filhote. Foi a jogada que lhe ocorreu.

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