Proibir as drogas afasta muitos que poderiam usá-las moderadamente, mas não o viciado que não consegue se controlar. Proibir as armas impede que elas cheguem às mãos do cidadão honesto, mas não às do criminoso que já não cumpre mesmo a lei. Proibir as bets é a mesma coisa.
As notícias falam do surgimento repentino de centenas de bets clandestinas. Ao tentar proteger (de si mesmo) quem se viciou nesse tipo de jogo, o desgoverno apenas o jogou na ilegalidade, pois tendo opção ele não vai parar. Quem deixará de jogar é o apostador controlado, que não se arriscará a ganhar e não receber.
O petismo apostou suas fichas na ideia de que o usuário moderado é uma exceção entre desesperados. Mas a experiência mostra o contrário, a maioria bebe, fuma, usa drogas e joga sem exageros. Os viciados costumam ser poucos; e se a proibição não os afasta, para que ela serve então? Lule deve ganhar uns votos entre quem demonizava as bets, mas vai perder outro tanto entre quem apenas se divertia com elas.
Perdem também as empresas do setor e os clubes de futebol que contavam com suas verbas de propaganda. Os dirigentes dessas equipes não devem exagerar nas reclamações, mas os torcedores podem fazê-lo em seus grupos, o que abre uma oportunidade interessante para bater no cachaceiro.
Como Lule planeja ser eleito e não abriria mão dessa fonte abundante de arrecadação, tudo indica que a proibição é só uma jogada eleitoreira a ser revertida em dois meses pela não apreciação da MP no período exigido. Mas o feitiço pode acabar se virando contra o feiticeiro.
Enquanto isso, o cinismo
Tentando explicar as dificuldades de seu mestre, Elio Gaspari diz que ele "não cultivou o arco democrático que o elegeu". Democrático com o STF prendendo e censurando geral? O que o Brasil viraria com o retorno do Expre era fácil de prever, vocês é que inventaram essa "defesa da democracia" para justificar a canalhice de apoiá-lo.
Já Miriam Leitão quer outra carta, desta vez de Flávio "se comprometendo com a democracia, como em 2002 se exigiu de Lule uma carta garantindo a estabilização econômica". Era só o que faltava, o representante das vítimas das arbitrariedades cometidas nos últimos tempos ter que prometer não fazer o que o regime pt-stf fez.
Já a fake sobre Nossa Senhora foi reproduzida em um milhão de posts e se tornou a terceira no ranking do ano. Na origem de tudo está Maria Cristina Fernandes, militante instalada há anos na Rede Globo, onde também escrevem os dois que acabaram de ser citados. Ô gentinha viciada em desonestidade!

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