Primeiro Soraya Thronicke desistiu de concorrer diretamente ao Senado para ser suplente do candidato petista ao cargo. Depois, no mesmo dia, desistiu da desistência. E agora parece que ela vai aguardar uma reunião com o Chuchu e uma decisão do Lara para ver o que mais interessa aos seus donos.
Isso é o que restou a uma das remanescentes do grupelho de pilantras que se agarrou às bolas de Bolsonaro para ser eleito em 2018 e virou a casaca depois. Calça Apertada, Frota, Joyce e demais detentores de mandatos de quatro anos já tiveram a resposta do povo em 2022. Restaram os senadores, que tinham seus oito anos.
De comum entre os malandros, a ausência de caráter e o discurso de que o rabo abana o cachorro. Segundo essa turma, Bolsonaro é que foi eleito por causa deles e deveria seguir em tudo as suas opiniões - como se fosse possível a um presidente governar desse modo invertido, agradando todos ao mesmo tempo.
Um pouco mais alucinada é a versão dos menines do MBL, que, graças ao domínio de um público específico, conseguiram transformar sua trairagem em um partido político a ser usado pelo tucanopetismo. Segundo seu candidato à presidência, Bolsonaro deveria ter seguido suas orientações porque foram eles que derrubaram a Dilma em 2016.
Naquela pré-história das redes, eles e grupos como Nas Ruas e Vem pra Rua realmente postaram os convites para as manifestações que reuniram milhões de antipetistas. Mas essa função é equivalente a da charanga do futebol, que pode dar início à gritaria do estádio lotado ao tocar uma música conhecida pelos torcedores.
O maestro da charanga quebrará a cara se julgar que isso o torna um líder apto a comandar a massa, principalmente se ele se revelar desonesto e passar a trabalhar para o time rival. O próprio MBL exemplificou isso quando se juntou ao petismo para tentar derrubar Bolsonaro e só conseguiu levar meia dúzia de patetas à avenida.
Aécio, que foi respeitado e muito bem votado quando se vendia como antipetista, ameaçou voltar, mas já desistiu. O Calcinha deixou de disputar cargos políticos, Nhonho o acompanhou, acho que Joyce e Frota também se convenceram que não enganam mais ninguém. E há vários como eles, cujo tempo passou.
Outros, como Soraya, Tebet e Chuchu assumiram que fazem parte da cena do crime e tentam sobreviver numa nova versão. Mas ainda há muito traíra tentando se apresentar como aquilo que não é e alguns deles serão eleitos, não tem jeito. Só não venham depois dizer que era o cachorro que tinha que abaná-los.

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