Aposto uma cerveja que você não sabia, mas hoje é o Dia do Homem, criado, segundo a Folha, pela Ordem Nacional de Escritores em 1992. Como se fosse pouco, a IA informa que existe também o Dia Internacional do Homem - 19 de novembro -, reconhecido pela ONU e criado por um historiador de Trinidad Tobago em 1999.
O historiador escolheu o dia do aniversário de seu pai, os escritores escolheram, de brincadeira, um dia qualquer. Porém a autora da reportagem da Folha garante que esse pouco caso com a data não deve ofuscar sua importância e impedir que ela seja adequadamente festejada.
Aí você pode pensar que o artigo vai recomendar que as mulheres não esqueçam daquela lembrancinha para os homens mais próximos. Ledo engano, a "comemoração" por ela imaginada consiste num esforço dos homenageados para adaptar suas "masculinidades" (existem várias, fique sabendo) ao ideário feminista-esquerdista do momento.
O resto da matéria é o de sempre: os papéis tradicionais, os novos tempos e todo aquele aborrecido blá-blá-blá. Destaque para o horror dessa gente com os redpills e equivalentes, vistos como terroristas do comportamento - ontem, outra matéria da Folha se apavorava com o fato de termos como "betinha" terem saído da "machosfera" e se infiltrado na linguagem comum.
Outras coisas são até divertidas. Um instituto ligado a um órgão da ONU entrevistou meninos de 13 a 17 anos e concluiu que 70% deles "querem aprender como tratar meninas e mulheres com respeito, igualdade e sem violência". Imagine o garoto ser perguntado sobre isso na escola e dar a bobeira de dizer o contrário, no mínimo o obrigariam a ter sessões semanais com um psicólogo.
Mas o mais interessante é que o pessoal não faz o mínimo esforço para ir além da bolha. Num exemplo disso, lá pelas tantas a matéria cita a comoção causado pelo seriado inglês Adolescência, sobre o qual você praticamente não vê referências ou encontra quem tenha assistido e se abalado fora da esquerdalha.
Confirmando esse viés, um entrevistado fala dos problemas relatados pelos homens que procuram ajuda da sua instituição, das mudanças culturais etc. Mas no final ele confessa que não atende nenhum "bolsonarista" (direitista). Seus clientes são todos "homens progressistas" que chegam ao projeto indicados por alguém.
Fechando ainda mais a bolha, lá pelo final da história somos informados de que tudo o que foi escrito vale para quem é branco. Se o sujeito for negro - para eles só existem essas duas cores - suas masculinidades sofrem um tipo de pressão diferente, presumivelmente pior, que deve ser tratado e curado à parte.
Então é isso, amigo. Não precisa pagar a aposta, tome a cerveja você mesmo. Se a esposa ou namorada reclamar, mande-a entrar no site da Folha e confirmar que hoje é o seu dia e você tem o direito de comemorar. Principalmente se a Inglaterra ganhar.

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