domingo, 12 de julho de 2026

Mulher no futebol

Com a Copa chegando ao final, a última má notícia para o Brasil não foi a eliminação nas oitavas, mas saber que, graças aos esforços do atual desgoverno, daqui a um ano nós sediaremos a versão feminina do evento, com tudo que isso implica em desperdício de dinheiro e aumento de lacração.

Desta vez os petistas não construirão novos estádios, mas é evidente que haverá uma canalização de recursos públicos para "reformas" diversas. Alguns poucos bilhões a mais, quem se importa? A FIFA preferia dividir o evento entre dois ou três países, como parece ser sua tendência atual, mas o rico Brasil decidiu bancar tudo sozinho.

Ao contrário de 2014, eles agora não estão tentando justificar nada com o aumento do turismo internacional. O pessoal disposto a atravessar o mundo para ver futebol feminino não deve lotar um avião e o risco de vermos estádio lotados com torcedores nacionais é praticamente zero, principalmente com jogos de outras seleções.

Aí eles têm um problema, pois a lacrolândia nativa vê a Copa feminina como uma oportunidade de atacar o tal domínio machista do futebol e promover o homossexualismo praticado por grande parte (a maioria?) das atletas. Um evento esvaziado seria um desastre para essa gente.

Pensando nisso, eles resolveram obrigar as escolas públicas a particulares a darem férias durante todo o mês da Copa. Devem imaginar que, sem ter o que fazer, a garotada acabará ligando a TV no jogo do dia. Ou que será possível aumentar lotações oferecendo entrada grátis para estudantes.

Só que despiram um santo para vestir outro. Já existem leis de sobre sobre o assunto, cada estado tem uma programação de férias, cada escola particular tem a sua, e há um número mínimo de dias letivos que não poderá ser cumprido pela maioria se essa regra e as antigas forem mantidas.

É provável que isso acabe no STF de Gilmar Mendes. E é ainda mais provável que os supremos decidam sacrificar o número mínimo de aulas. Já fizeram isso na pandemia, por que não repetir a dose? Educação formal para quê? O importante é ter um "letramento antimisógino" (ou algum outro termo que eles possam inventar).

As comentadoras

Juro que eu tento mostrar boa vontade com as mulheres que ultimamente invadiram as transmissões esportivas. Entre as repórteres de campo o problema não é tão grave, a maioria toca bem. Já entre as narradoras não se pode dizer o mesmo, a maioria é ruim, numa proporção maior que a encontrada entre os homens.

Mas o terror está mesmo nas comentaristas, onde, talvez no afã de mostrar que entendem do assunto, elas dão vazão ao que de mais chato existe no modo feminino de falar, que é tocar em dez assuntos irrelevantes antes de chegar ao que interessa. 

Não precisa tentar fazer uma análise tática profunda de todo o jogo para dizer que o sujeito não sabe cruzar a bola ou algo equivalente. Fala um pouco de cada vez e deixa o jogo rolar, menos às vezes é mais.




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