Foi só um enlouquecido lobo solitário, segundo a polícia inglesa, mas parece que os doidos têm a estranha mania de só atacar políticos de direita. A vítima da vez é Ann Widdecombe, de 78 anos, ex-parlamentar e ex-ministra (do governo de John Major), assassinada em sua própria casa dia 9 em circunstâncias ainda pouco claras.
Descrita pela mídia como "ultraconservadora", Ann ocupou as pastas do Emprego e das Prisões, mas se notabilizou, como parlamentar, pela luta contra o aborto e a "expansão dos direitos LGBT". Ardente defensora do Brexit, ela se dedicava nos últimos anos à promoção do Reform UK, a "ultradireita" que está engolindo o tucanismo conservador.
Naturalmente, a mídia lamenta o crime, mas dá para notar o esforço que o pessoal precisa fazer para não falar mal de alguém tão "ultracontrário" a suas bandeiras. Provavelmente a gritaria seria maior se o assassinado fosse um político de esquerda, mas não se pode ter certeza porque, da Inglaterra à Colômbia, nunca matam um deles.
Últimas vagas
Falando em Inglaterra e Colômbia, os dois poderiam estar em campo hoje para decidir quem disputará a segunda semifinal. A Inglaterra encara a Noruega, que estragou a nossa festa - ou nos livrou de um vexame maior, sabe-se lá. A Suíça estragou a festa colombiana e tenta agora acabar com a argentina.
Entre os quatro, torço para a Inglaterra chegar à final. Torço também para os ingleses vencerem o torneio. Os caras inventaram o futebol e só ganharam uma Copa, 60 anos atrás, uma época tão antiga que os Rolling Stones ainda estavam no início da carreira. Merecem mais um título.
Adversário antigo
Do outro lado espero que passe a Espanha, que também só tem um título e não deixaria ninguém se aproximar demais do penta, que é o que temos para o momento. Mas a França é um pouco superior e é bem provável que tenhamos uma final entre os países que dividem o Canal da Mancha.
Nesse sentido, pode ser que o Macron, malandro como sempre, tenha passado um recado disfarçado de amabilidade diplomática ao decidir emprestar a famosa Tapeçaria de Bayeux para uma exposição de vários meses no Museu Britânico.
Os ingressos foram vendidos virtualmente em questão de horas porque, em quase mil anos de existência, será a primeira vez que a peça deixa o solo francês. A questão é que ela trata de um episódio em que os normandos (franceses) derrotaram os ingleses, o que talvez não seja bom relembrar numa final de Copa entre eles.

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