quinta-feira, 18 de junho de 2026

Sem sapatos outra vez

Desta vez não teve acrobacia sem sapatos, mas a participação do Lara no G7 foi tão ridícula que só os blogs destinados ao gado petista conseguiram elogiá-la. Ignorado por Trump, o líder com quem os pragmáticos líderes europeus buscaram reconciliar-se explicitamente, o anão diplomático se dedicou a falar mal dele pelos corredores.

No final, só assinou três das oito resoluções negociadas por quem estava lá a sério. E teve que ser salvo de si mesmo por Macron, que interrompeu o seu discurso sobre IA ao perceber que ele não juntava lé com cré. O francês deve ter sido diplomático, mas imagine o constrangimento da situação, talvez tivesse sido melhor ele tirar os sapatos.

Quem deve ter gastado as solas do sapato foi a gigantesca delegação que o acompanhou até lá, primeira-dama à frente. Paris ficava muito longe do evento, realizado na fronteira com a Suíça, mas podemos apostar que todos encontraram maneiras de gastar o tempo livre e o dinheiro público, divertindo-se pela região.

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Ontem nós trouxemos um vídeo que lembrava as íntimas relações de alguns dos traidores que se aproximaram de Bolsonaro na eleição de 2018 e se dedicaram a tentar derrubá-lo logo depois. Era gente como Joyce, Frota, Ayan e seus discípulos do MBL, possivelmente articulada por Doria ("Bolsodoria") nas sombras.

O interessante é que esses canalhas (e a Trambique e outros) costumam dizer que eles é que foram traídos por Bolsonaro, como se o presidente tivesse a obrigação de atender cada anseio de cada um de seus eleitores. Mas essa é apenas de uma tentativa ridícula de justificar a falta de caráter de quem pensava em obter vantagens e se frustrou. 

Um exemplo disso é o MBL na eleição de 2024. No início, víamos todos os dias as críticas à submissão de Bolsonaro ao Nunes bandido imposto pelos corruptos do Centrão. Bastou que ele oferecesse uns carguinhos aos menines para que estes passassem a apoiá-lo sob a justificativa de "não entregar a cidade à extrema esquerda".

Faltou explicar por que seria terrível entregar a cidade à extrema esquerda, mas entregar o país inteiro estava tudo bem. Para quem defendeu e continua defendendo a segunda opção, reitero que ainda estamos esperando pela resposta. Fazer teatrinho para posar de traído enquanto foge da questão é fácil, mas não cola muito não.

Por que eu entrei nesse assunto? Sei lá, não era o plano inicial. Estava falando do Lara, das suas palhaçadas, dos sapatos, da Janja... do nada me veio esse negócio de traição. Mas no fim até que fechou, começamos falando da pior praga que já afetou o país e terminamos com aqueles que usam seus votos para ajudar a cultivá-la.

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