Não há propaganda que vá muito longe quando o produto é ruim, mas é impressionante como os colunistas do Consórcio têm tentado promover a candidatura do Charlinho. Começou com a Folha, onde a influência tucana é maior, e acabou chegando a nomes tão diversos como Merdal e Sakanamoto.
Já o elogiaram até por encarnar o fantasma da terceira via! Mas em geral eles não forçam tanto e o apresentam como uma opção de direita que ataca Flávio para tentar chegar ao segundo turno. Percebe-se que a turma nutria a esperança de ver Zema e Caiado nesse papel, pegando o que tinha quando estes não caíram na arapuca do modelo Alckmin-2018.
Como cria do tucanismo paulista e livre-atirador, Charlinho não tem esse problema. Agradecido, o Consórcio retribui "esquecendo" sua aura de picareta, suas reuniões circenses e sua participação em episódios como o da Ucrânia (que, em tempos de combate à misoginia, seria usado contra qualquer um que não interessasse à mídia).
Vai dar certo? Do ângulo do Consórcio já deu. Charlinho é até melhor que Caiado e Zema porque, ao contrário destes, vai recomendar que seu eleitor não vote em Flávio no segundo turno. Poucos obedecem a esse tipo de orientação, mas numa eleição apertada qualquer votinho pode ser decisivo.
Parcialidade gritante
Não haveria nada demais nesses artigos da imprensa se o mesmo critério fosse utilizado do outro lado. Material existe, Samara Martins (UP) e, principalmente, Rui Costa Pimenta (PCO), são opções de esquerda que criticam o PT e precisam retirá-lo do segundo turno para disputar a final contra a direita.
Cadê os artigos equivalentes sobre eles? Por que é necessário alguém dito de direita bater no Flávio, mas não alguém de esquerda bater no Lara? Ou, se a questão é buscar uma autêntica terceira via, por que não falar de um candidato realmente desligado dos dois lados como Augusto Cury? O Consórcio é uma vergonha.
Origens
Eu não acompanho os detalhes de nenhuma CPI, então não estava muito por dentro do que aconteceu na das Fake News. Mas esses dias encontrei um vídeo no X da Paula Schmitt, que é curtinho (20 minutos) e mostra a origem de muitas "informações" que foram lá utilizadas por gente como os traíras Joyce Hasselman e Alexandre Frota.
Esquemas, gráficos, toda aquele palhaçada do "gabinete do ódio" foi preparada previamente por gente como a malandrinha Madeleine Lacsko e o grande malandro Luciano Ayan, sempre trabalhando em estreita parceria com o M13L. Tudo gente de São Paulo, vinculada ao traíra maior de calça apertada. Para ver o vídeo é só clicar abaixo.


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