quinta-feira, 4 de junho de 2026

Culpa de quem?

A imprensa não ajuda muito, mas procurando se descobre que a história da ameaça ao PIX é só lorota política. O uso de cartões de débito/crédito continuou a crescer desde que Bolsonaro criou a ferramenta e os americanos não pedem seu fim, apenas reclamam, com certa razão, de existir um "cartão" administrado pelo fiscal do setor.

A imprensa também quer minimizar a parte em que os americanos criticam, com razão, os ataques brasileiros à liberdade de expressão. Nossos jornalões tentam apresentar o tema como uma luta dos gringos a favor das grandes empresas de tecnologia, mas elas só são afetadas porque o regime pt-stf quer censurar a tudo e a todos.

Outra molecagem jornalística está no desmatamento e no trabalho escravo, invocados pelos americanos para justificar possíveis sanções. Agora o desgoverno e a imprensa não querem que isso seja mencionado, mas foram eles que deram os argumentos para que pudéssemos ser atacados por aí.

Ninguém preserva tanto a natureza como o Brasil. Além de mantermos gigantescas reservas indígenas ou naturais, nossos agricultores são obrigados a conservar florestas e distâncias de rios dentro de suas propriedades. O país se autoimpõe metas elevadíssimas e confessa que não consegue cumprir todas, mas a escolha foi sua.

Do mesmo modo, desde 2003 o Ministério do Trabalho mantém a Lista Suja, onde lança o nome dos indivíduos e empresas que escravizariam alguém. Até falta de copo descartável passou a ser visto como "condição análoga à escravidão". Se o país diz que há escravidão, como reclamar de quem usa isso contra ele?

Outro problema é que as análises americanas sobre esses assuntos já duram meses e o Brasil deveria ter uma equipe atuando junto aos técnicos de lá para explicar o que pode ser explicado. Teoricamente ele tem, na prática não. Por decisão política ou mera incompetência, o lulopetismo não fez o que um governo sério deveria fazer.

Vai ter acrobacia?

Na verdade, o que incomodou mesmo o Lara foi a designação das facções como terroristas. Mas ele não pode confessar isso em público e bate nas possíveis sanções para tentar justificar o descalabro de nossa economia e ver se o pessoal compra a ideia de que foi um Bolsonaro quem mandou Trump nos taxar.

A última de suas bazófias é que aceitará o convite feito por Macron em fevereiro e vai à próxima reunião do G7 para colocar tudo em pratos limpos. Acredite quem quiser. Acho que é mais fácil ele repetir a performance do recente encontro com o francês e acabar entretendo o público do evento com suas imitações de acrobacias.



Nenhum comentário:

Postar um comentário