A imagem mostra como pode ficar o mapa do Canadá se a província de Alberta realmente se separar do resto do país. A lei canadense oferece essa possibilidade e o plebiscito que pode dar início ao (longo e complexo) processo de secessão está marcado para o próximo outubro.
Por enquanto, as pesquisas dizem que 60% dos mais de 4 milhões de albertenses desejam continuar fazendo parte dos 40 milhões de canadenses e 5% ainda não têm opinião. Mas 35% preferem seguir um caminho independente, resolvendo de vez o constante incômodo com o poder central.
Se você é paulista ou vive no Sul/Sudeste já conhece esta história: com o maior PIB per capita do país, terras férteis e recursos naturais, Alberta é uma província rica, mas uma parcela significativa do dinheiro arrecadado com seus impostos é levada pelo poder central e redistribuída entre as demais.
Além disso, boa parte dessa riqueza provém de reservas de carvão, petróleo, gás e xisto (do qual também se extrai petróleo através da técnica do fracking). E tudo isso, especialmente o fracking, é considerado poluente e altamente regulado pelas leis aprovadas pelos lacradores que têm comandado há décadas o Canadá.
Separando-se, Alberta teria total controle sobre a administração desses recursos e poderia viver com um país independente ou integrar-se aos Estados Unidos (como um estado normal ou sob condições especiais). Sem vizinhos agressivos, não precisaria nem desperdiçar recursos com armas e soldados.
Agora basta esperar até outubro. Mas mesmo que as pesquisas se confirmem e a maioria rejeite a separação, o recado foi dado e o estrago para os lacradores está feito. Alguma coisa eles terão que mudar para que o exemplo não se propague. Do outro lado da fronteira, Trump observa.
Divisão populacional
Para entender o que acontece na política canadense é preciso lembrar que Ontário e Quebec dominam as eleições nacionais porque têm, juntas, mais de 60% da população. Depois vem a Colúmbia Britânica com 13% e Alberta com 11%. E o resto nem vale a pena contar.
Peru dividido
Hoje tem segundo turno no Peru. O esquerdista Roberto Sánchez enfrenta a "conservadora" Keiko Fujimori. As pesquisas variam para um lado ou outro, indicando que o país está dividido e tudo pode acontecer. Inclusive o Congresso depor o eleito daqui a alguns meses, como tem se tornado comum por lá.

Nenhum comentário:
Postar um comentário