O pessoal consegue calcular quantos décimos de grau o planeta vai esquentar no próximo século se você não trocar a geladeira, mas ainda não pode garantir se teremos El Niño nos próximos dois meses. No entanto, segundo a Organização Meteorológica Mundial (uma das agências da ONU), a probabilidade é de 80%.
Outra coisa que ninguém sabe é o que o fenômeno pode causar, pois o Niño é um bebê brincalhão que às vezes destrói a casa. Existe até uma teoria de que ele foi o responsável pelas alterações climáticas que resultaram no colapso civilizacional que encerrou a Idade do Bronze; bateu o vento aqui, caiu o império hitita lá.
Considerando um El Niño moderado e o cenário global (guerra do Irã etc.), os especialistas já calculam que a inflação dos alimentos deve superar os 7% este ano. Mas se ele vier mais forte o cenário pode se agravar: a inflação aumentará, a seca castigará o Norte/Nordeste e os incêndios devem se alastrar.
Preocupado, o desgoverno prepara brigadas para combater incêndios e campanhas de conscientização dos produtores rurais, pois receia que os bolsonaristas aproveitem a seca para literalmente tocar fogo no país às vésperas da eleição. Só não sei se é muito inteligente ficar dando essa ideia para o pessoal.
O retorno do mas
Em artigo assinado por uma das mais ferrenhas defensoras do petismo e do politicamente correto, a Folha reconhece que a participação de Flávio Bolsonaro na Marcha para Jesus foi um sucesso. "Mas" se agora está bem, no futuro pode não estar; talvez os evangélicos ainda passem a desconfiar de sua religiosidade, quem sabe?
O governador Tarcísio também foi bem recebido pelo público. Quem não apareceu, como sempre, foi o brasileiro mais popular de todos os tempos, aquele que, em suas palavras, "fez o que talvez só Jesus Cristo faria". Mandou em seu lugar o falso Messias, que preferiu ficar quieto no meio da multidão.
É o custo
"Backrooms": o fenômeno da internet que desafia Hollywood - com orçamento modesto e impulsionado por fãs da Geração Z, terror dirigido por youtuber de 20 anos lidera bilheterias e sugere desgaste de Hollywood.
O parágrafo acima abre a matéria da DW Brasil, em cujo site você pode encontrar maiores informações sobre o enredo do filme, a receptividade do público e outros detalhes. Me limito aqui ao custo de produção: 10 milhões de dólares (50 milhões de reais), uma mixaria em termos de cinema profissional americano.
Pelo que dá a entender a notícia, foi barato mesmo. Poucos atores desconhecidos, poucos cenários, sem viagens internacionais... Acrescente a isso uma só estrela hollywoodiana de segunda grandeza e seu custo passa para 13 milhões de dólares (65 milhões de reais). Não é padrão atriz da Globo e filmagem no Projac.
Bebê destruidor de sonhos
A imagem faz parte de um conjunto criado por uma agência publicitária africana para uma marca de preservativos. O casal esquece de usar o produto deles, a moça engravida e lá se vão os seus sonhos de continuar por aí curtindo a vida sem maiores compromissos. Passa a mensagem.

Nenhum comentário:
Postar um comentário