sábado, 9 de maio de 2026

Zuzu lava com Ypê

Essa questão da Ypê lembrou como os petistas agiam quando a sua CUT dominava o ABC. Na época da eleição os industriais da região eram solicitados a fazer uma doação para o partido. Se dessem o valor solicitado, calculado segundo seu porte, ok. Se resistissem, sua empresa entraria em greve e seu prejuízo excederia a "doação".

Hoje eles não têm mais esse problema, o Barrosa conseguiu instituir o financiamento público de campanhas e os grandes bancos sustentam o lulopetismo com gosto e lucro. Mas têm o poder que lhes permite constranger quem financie seus adversários como a Ypê, que doou 1 milhão para a campanha de Bolsonaro na última eleição.  

E tudo indica que eles fizeram mesmo isso. Para começar, quem dirige a Anvisa é Leandro Pinheiro Saflate, que é a cara do Vladimir Pinheiro Saflate, o popular "Lenin de Repartição". Ambos são filhos do Fernando, que se orgulha de ter lutado "pela liberdade" com o Marighella e deve ter ensinado algumas táticas de guerrilha aos guris.

Sob comando do Leandro, a agência fez um alarido contra a Ypê e depois recuou, sem conseguir dizer que mal a tal bactéria encontrada em um lote de produtos causaria a alguém. Aparentemente não havia nem há risco algum, mas o recado do que eles podem fazer já foi dado.

Restaria medir a eficiência disso no caso da própria Ypê, pois ela pode ter perdido algo agora em troca de ter ganhado antes e ganhar mais depois. Num país polarizado, todo posicionamento político tem ônus e bônus. Este que vos fala, por exemplo, sempre que vai comprar produtos do setor escolhe os deles. Muita gente deve fazer o mesmo. 

Lulabalândia

Se a Anvisa fez sua parte, a Ancine tentou fazer. Com o retorno do lulopetismo ao poder, voltou também a Cota de Tela, que obriga os cinemas a exibirem um percentual de filmes nacionais. Em 2024 e 2025, filmes brasileiros dobraram sua participação nas telonas (de 7,5% para 15,7%) e triplicaram seu público (de 3,3% para 10,0%).

Mas nos primeiros meses de 2026 o público baixou de novo (para 6,5%), os "cineastas" nacionais reclamaram e o Lara, sempre preocupado com a cultura, baixou uma instrução normativa que amplia o número de sessões obrigatórias e se mete até no horário em que parte delas deve ser apresentada. 

Contra o desperdício de alguns horários nobres com agentes secretos e outras porcarias não há o que fazer. Mas para resolver o problema do número total de sessões, a rede Cinemark fez uma parceira com a produtora do desenho animado Zuzubalândia e passou a oferecê-lo ao público em sessões que vão das 11 da manhã às três da tarde.

A média de público é fantástica, menos de um espectador por sessão. Mas Zuzubalândia é nacional e dura exatamente uma hora, que é o mínimo exigido por lei. No filme, a abelhinha Zuzu sonha em ser uma cantora famosa, apesar de ter uma voz terrível. Ou seja, ela é mais ou menos como os cineastas nativos. 


Nenhum comentário:

Postar um comentário