domingo, 24 de maio de 2026

Sem mulatos

Autor de livros como o recente Adeus Identitarismo, a Hora da Maré Vazante, Antonio Risério tem um canal no Youtube, onde fala entre goles de um uisquinho com gelo e eventualmente entrevista alguém a distância. Dia desses seu convidado era César Benjamin, outro esquerdista não petista da velha guarda.

Uma das coisas boas sobre eles eu já disse, não são petistas. Consideram que o Brizola é que era o cara - Risério votava nele, o outro se arrepende -, que o Lara é um malandro danoso para o país, e que o PT tende a acabar porque não terá nada para dizer a ninguém quando o grande timoneiro se aposentar.

Quanto ao identitarismo, Risério acredita que a originalidade do Brasil e a auto-percepção positiva de nosso povo passavam pela constatação de que éramos a terra mais miscigenada do mundo, um lugar onde todos podiam se dar bem com os outros, conversar e rir sem problemas.

Com o identitarismo racial isso acaba. O mulato, o cafuzo e outras mesclas desaparecem para que nos transformemos em uma nação de negros oprimidos que devem viver em pé de guerra contra brancos opressores. O riso leve é substituído pela raiva e o rancor. E a alma do país se perde. 

As palavras são minhas, mas esse é o sentido geral. E o detalhe interessante foi acrescentado por uma história contada pelo Benjamin.

Décadas atrás, um casal de amigos tinha um projeto que concorria a um financiamento da Fundação Ford e pediu que ele os acompanhasse à reunião com os representantes da entidade. Chegando lá, o americano viu tudo e passou a criticar um aspecto do trabalho que envolvia a questão racial. 

O Benjamin começou a defender a visão dos amigos, gerou-se uma discussão, e lá pelas tantas o americano lhe confessou que eles tinham vários milhões de dólares para implantar a ideia de que o Brasil era um país parecido com os EUA, dividido em duas raças que se combatiam entre si.

Parece um pouco aquelas teorias, muitas vezes fantasiosas, de que os gringos querem nos enfraquecer para melhor dominar o país. Mas o fato é que ainda hoje a Fundação Ford, a Open Society e suas congêneres financiam boa parte dos picaretas que propagam o racialismo por aí. Se esse era o objetivo, ele foi atingido com sucesso. 

Claro que a conversa foi muito mais longe, mas ficamos por aqui. Para encerrar, também sobraram umas referências ao "sub-intelectual" Sílvio Almeida, que se tornou vítima do aspecto sexual do monstro que alimentou. Quem quiser ver mais é só pesquisar por Antonio Risério no Youtube.

 

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