Só mesmo no UOL, a Capricho eletrônica de esquerda, você encontra respostas rápidas para indagações irrelevantes. Assim, quem ficou curioso sobre as duas mulheres sentadas ao lado de Ancelotti no evento de ontem pode agora saber que elas são mãe e filha, uma é a esposa e a outra é a enteada do técnico.
Mariann, 55 anos, encantou o italiano, que então treinava o Chelsea, num restaurante londrino em 2011. Segundo ele, a economista canadense tem três vantagens: é bonita, inteligente e não enche o saco quando o marido chega em casa e só quer ficar quieto. Chloe curte futebol com o padrasto, é atriz e está com 29 anos.
Honrando a profissão, Chloe disfarçou melhor o aborrecimento com a ridícula cerimônia da CBF. Nem a Milly Lacombe gostou daquilo, mas no caso dela por ver o grupinho teatral dançando "samba de branco" para uma plateia cheia de brancos. Afora o anúncio da Copa Feminina em 2027, ela achou tudo tão ruim que nem falou dos convocados.
Mas os outros falaram - o UOL tem uma meia dúzia do mesmo tipo -, todos com Neymar atravessado na garganta. Ouvindo-os você tem a impressão de que o Brasil estava com a Copa na mão, mas a convocação do Menino Ney colocou tudo a perder. De macho tóxico ele passou a tóxico total, um contaminador do ambiente.
Mas os jogadores querem Neymar para criar um bom ambiente. E ele vai para disputar posição, sabe disso e mesmo que quisesse não dobraria Ancelotti na marra. O problema da turma do UOL é ser petista e ter que torcer pra quem não é. "Já não bastava aquela camiseta amarela bolsonarista?", eles devem pensar.
O outro onze
Também falta escalar um jogador naquele time de preto. Barrosa fez sua parte, "derrotando o bolsonarismo" e se afastando para o pinguço indicar alguém mais jovem e dominar o tribunal por mais tempo. E depois da recusa histórica de seu primeiro indicado - uma taça que ninguém ganhava há 132 anos - ele pode tentar de novo.
Mais uma pesquisa Datafolha, desta vez sobre quem deve ocupar a vaga. E mais uma diferença entre petistas e defensores da democracia. Entre os eleitores do Lara, 64% dizem ser importante indicar uma mulher e 60% alguém negro. Entre os eleitores de Flávio, os índices caem para 35% e 41%.
Como na questão do Neymar, a proporção se aproxima de 1/3 para um lado e 2/3 para o outro. Mas neste caso é surpreendente que tantos não petistas concordem com esses critérios idiotas para selecionar alguém. O pessoal até parece a Milly falando de grupinho teatral. O certo é convocar quem sabe jogar e pode melhorar o ambiente.

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