sexta-feira, 15 de maio de 2026

Loucura, loucura

Os malandros do Intercept tentaram escandalizar o nada com expressões como "plano secreto para levar Bolsonaro", mas parece que nem o Consórcio deu importância à tentativa de ver algo errado no jantar oferecido por Vorcaro para os atores e demais envolvidos na produção de Dark Horse.

A equipe está fazendo um filme sobre um brasileiro, vem gravar cenas no Brasil e recebe um convite para jantar com o banqueiro que está financiando o trabalho; qual seria o problema? Quanto ao "plano secreto", creio que a ideia era não tornar pública a possível presença de Bolsonaro. Bobagens.

Respostas de Flávio

Vendo programas sobre crimes na TV, aprendi que mentir para a polícia não prova que alguém é culpado. O sujeito que sempre assiste futebol na quarta-feira resolve abrir uma exceção e sai para caminhar sozinho na mesma noite em que matam seu desafeto; ele pensa que será considerado suspeito e diz que estava acompanhando o jogo.

Flávio pode ter pensado assim ao negar, inicialmente, que tinha contatos com Vorcaro. Mas embora mentir sempre fique feio para uma figura pública, acho que ele encontrou uma desculpa que minimiza os danos ao dizer que fez isso porque havia um contrato com cláusula de confidencialidade.

Seu grande momento, no entanto, foi na entrevista à GloboNews. Lembrou o próprio pai, que virou o jogo quando todos apostavam que seria trucidado pelos jornalistas da casa. Assertivo durante todo o tempo, calou de vez os críticos ao lembrar que, durante meses, o Will Bank de Vorcaro foi praticamente o dono do programa do Luciano Huck.

Se a emissora aceitava o investimento do banqueiro sem desconfiar de nada, por que ele teria que adivinhar que havia algo errado em sua operação? O raciocínio vale para qualquer pessoa ou empresa, mas ter o exemplo da Globo guardado no bolso assegura que o Consórcio terá que seguir outra linha quando quiser criticá-lo. 

Pouco ou muito 

O caminho do dinheiro passa por uma empresa que gerencia o projeto. Mas segundo se sabe até agora, Vorcaro teria investido 61 milhões de reais de um total que poderia chegar a 134 milhões. É bastante para a maioria das pessoas, mas será tanto assim para um filme comercial?

Se for um filme brasileiro, é. O recente Ainda Estou Aqui teria custado cerca de 45 milhões e outros filmes famosos não passam desse valor. Mas Dark Horse é americano e, nos EUA, entre os filmes "baratos" que custam 10 milhões de dólares e as grandes produções de centenas de milhões, a média está em 38 milhões de dólares.

Passando tudo para reais, só o cachê de Jim Caviezel, o astro principal, pode estar em 15 milhões, valor que ele ganhou por um seriado no ano passado. Se os filmes modestos custam 50 milhões e a média é de quase 200, não dá para dizer que as quantias mencionadas são exageradas. 


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