segunda-feira, 11 de maio de 2026

Governo de bandidos

"41% dos brasileiros', cerca de 69 milhões de eleitores, "dizem ver atuação do crime organizado no bairro onde moram", destaca a Folha de hoje. Outros 7% não sabem dizer se existe ou não essa presença. E só metade (51%) da população se considera livre desse problema... por enquanto, pois ele só tem aumentado nos últimos anos.

Entre os 41%, 35% consideram que a presença criminosa influencia muito as decisões e regras de convivência do local, e 26% avaliam esse impacto como moderado. Mas mesmo limitando o problema a esses casos, nós ainda temos cerca de 42 milhões de pessoas sendo governadas, ao menos parcialmente, pelos bandidos!

Em 2024, em pesquisa semelhante, esse número era de 23 milhões; em 2025 passou para 32 milhões; agora são 42 milhões. 23, 32, 42; tal como a corrupção, a dívida pública e o prejuízo das estatais, o domínio territorial dos narcoterroristas tem crescido vertiginosamente durante o regime luloalexandrino.

Fraqueza ou conivência?

Não é preciso citar exemplos de que a situação brasileira já se aproxima da de países em que grupos paramilitares tomam territórios e desafiar a autoridade do próprio Estado. Será que esse é o nosso caso? Nosso atual governo está tomado pela tibieza e não consegue reagir às ameaças?

Pelo contrário, desde o auge do regime militar nós não temos gente tão atenta às possíveis afrontas ao seu poder e tão disposto a respondê-las de maneira violenta e ilegal. Um protesto sem armas pode ser punido com décadas de prisão, um meme pode obrigar seu autor a se exilar, postagens são vasculhadas em busca de palavras proibidas.

A conclusão não pode ser outra: se ao mesmo tempo os narcoterroristas vão dominando o país sem que nada de mais grave lhes aconteça é porque eles não são vistos como ameaça pelo regime pt-stf. Talvez este até os considere benéficos ao seu projeto, pois contribuem para espalhar o medo e manter a população sob controle.

Vantagem eleitoral

Um dos benefícios que o crime traz ao regime não deixa margem a dúvidas. Quase 90% dos presos com direito a voto escolhe o PT. Aplique esse percentual aos milhões de criminosos e familiares próximos para ver o que isso significa. Eles simplesmente não podem desagradar esse público sob pena de não se elegerem.

E os votos diretos não são tudo. Candidatos de oposição não podem fazer campanha ou distribuir propaganda em áreas dominadas pela criminalidade organizada, o que sempre afeta seu desempenho. Independente deles terem mais interesses em comum, essa simbiose já garante que esse governo nada fará contra seus eleitores. 

Tende a piorar

Aquele percentual inicial de 41% é puxado pelas grandes metrópoles, mas já é de 34% quando se considera apenas o interior, onde tende a crescer rapidamente devido à dispersão da população e das forças de segurança.

O maior exemplo disso é a despovoada Amazônia, que hoje virou um gigantesco corredor por onde passa a droga vinda dos países vizinhos e destinada à Europa. Pequenas comunidades, propriedades rurais isoladas, tribos indígenas, garimpeiros... todos são obrigados a respeitar as regras impostas pelos narcoterroristas. Essa situação não se consertará sozinha. Se os companheiros continuarem no poder, só pode piorar.


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