Em setembro de 2022, às vésperas da eleição, o Datafolha garantia que o descondenado venceria Bolsonaro no primeiro turno (por 47x33) e no segundo (por 54x38, cerca de 59x41 em votos válidos). E o Bozo tinha até crescido ultimamente, pois os números do início do ano indicavam que ele nem chegaria ao segundo turno.
Não foi só o Datafolha. A desonestidade foi a norma dos responsáveis pelas pesquisas mais divulgadas, que só não tiveram que dar uma explicação mais séria para seus "erros" porque foram protegidos pelo cartel informativo do Consórcio e corrigiram seus números entre um turno e outro, aproximando-os da realidade.
Nada daquilo foi exceção, pois o Datafolha "erra" invariavelmente a favor da esquerda. No entanto, a diferença daquele primeiro turno foi tão escandalosa que é difícil acreditar que eles tentem repeti-la. Assim, se sua atual pesquisa dá empate é porque Flávio deve estar à frente, mas não por muita coisa; a eleição continua apertada.
Estão aceitando?
Tia Lúcia tem se esgoelado no X, gritando que seus colegas não podem normalizar o "retorno do fascismo". Mas a verdade é que, com exceção de alguns colunistas, a imprensa não está mais tratando o "bolsonarismo" como uma excrescência antidemocrática e inaceitável.
Contribui para isso a ruindade do desgoverno e a constatação de que não adiantou arrebentar a justiça para condenar Bolsonaro pelo falso golpe. Pelo contrário, cada vez menos gente se deixa iludir por aquela narrativa ridícula e 66% dos eleitores pretendem votar em senadores comprometidos com o impeachment de ministros do STF.
Talvez também existam movimentos de bastidores, promessas de que Flávio não tentará se vingar etc. E eu acho que pode existir inclusive uma certa influência externa, pois os líderes do Consórcio, Globo à frente, tem interesses internacionais que poderiam ser prejudicados pela tal Seção 301 ou outras ações do governo Trump.
Conforme confessou o Barrosa, o governo americano interferiu a favor da esquerda na eleição passada. Por que agora não poderia beneficiar o outro lado? Os petistas estão preocupados com essa possibilidade, mas dificilmente encontrarão alguma coisa da qual poderão reclamar abertamente.
Mesmo discurso
Voltando à Tia Lúcia, ela só se refere ao Flávio como "rachadinha" e anseia para que a imprensa bata nessa história. Mas essa insistência numa bobagem já descartada pela justiça (aquele negócio que está sob o comando dos caprichos do principal inimigo dos Bolsonaro) só revela que não há nada sério contra o candidato.
Ainda que houvesse, seria preciso entender a lógica desse pessoal que se preocupa com um acerto interno (não um roubo) de alguns milhares de reais enquanto passa pano em roubalheiras de bilhões ou trilhões.
Outro fato interessante é que o discurso da tia esquerdista de Nova York é praticamente o mesmo de um certo movimento que se diz de direita. Não sei como a tia pode pensar como essa gente, precisamos ver se ela não anda tomando alguma substância ilícita, comendo algum cogumelo estranho, essas coisas.

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