segunda-feira, 27 de abril de 2026

Guerra dos sexos

Numa dessas ironias do destino, Bianca Santana acabou escrevendo "Quando me Descobri Negra". Mas o que a preocupa na Folha de hoje é por que, entre os jovens, os homens são mais de direita que as mulheres. E quem lhe explicou o motivo foram os dois filhos adolescentes - Álvaro e Albino? -, que são de esquerda como a mãe.

Segundo os guris, a direita é mais legal, mais divertida, e aparece sem eles pedirem toda hora em seus celulares; um deles teve que bloquear o Nikolas Ferreira para se livrar da perseguição. A esquerda seria mais reflexiva e exigiria uma profundidade contrária à natureza das redes, conclui a autora.

Não deixa de ser verdade, imagine quanta reflexão o sujeito não deve precisar para apoiar um cachaceiro corrupto, levar a sério um Lindinho ou idolatrar um psicopata corrupto também. Mas o interessante é como a Bianca se prende à ideia de que a "culpa" dos rapazes tenderem à direita é das redes sociais.

Nós vivíamos lendo o Esgotão e só o Pingado acabou se tornando defensor da bandidagem. Os filhos da Bianca não se deixaram influenciar. E por que as redes, se têm essa intenção e esse poder, não o utilizam para convencer as mulheres jovens a se tornarem direitistas na mesma proporção dos homens?

Alguma coisa não bate. Inclusive porque existem influenciadores de esquerda e o desgoverno investe pesado nos Choquei da vida. O que as redes realmente oferecem é uma gama mais ampla de opções. E elas só parecem ser mais de direita porque não se limitam ao esquerdismo obrigatório da grande mídia.

Diferença pode ser mais antiga

Se dependesse apenas dos homens, Jair Bolsonaro teria sido reeleito em 2022 e Flávio já estaria eleito em 2026. Mas não dá para saber se essa é uma tendência atual ou apenas não se preocupavam com isso no passado. No chute, eu diria que sempre deve ter existido uma diferença entre os sexos.

Mulheres são em geral mais preocupadas com a segurança e podem cair mais facilmente na história do Estado protetor vendido pela esquerda. Pegando o caso da saúde e da eleição passada, a mãe que manda o filho levar um agasalho porque pode esfriar estaria mais ansiosa para tomar a vacina que a protegeria de tudo.

Com os homens, que vão muito menos ao médico como se vê em qualquer sala de espera, acontece o contrário. Um homem, principalmente jovem, seria relativamente mais propenso a acreditar que não precisava de proteção alguma porque a "gripezinha" não lhe causaria nada mais grave. 

Mas esses são só palpites. A diferença é real e deveria ser estudada com mais cuidado.

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