segunda-feira, 20 de abril de 2026

Flotilha do amor

Não consultei Tia Lúcia para saber se o New York Post é confiável, mas acho que podemos levá-lo a sério porque foi fundado pouco antes dela chegar lá e sua sede está em Manhattan. Pois foi este tradicional jornal que descobriu o escândalo sexual da Global Sumud, a flotilha da Greta Thumberg e do sorridente psolista Tiago Ávila.

Não só deles, as viagens cujo objetivo oficial seria levar alimentos e remédios para palestinos e cubanos costumam envolver cerca de 500 pessoas e quase 40 barcos. A dupla chamava nossa atenção porque ele é brasileiro e ela já era famosa, mas talvez a relação entre ambos fosse mais estreita do que pensávamos.

A questão é que teriam filmado Tiagão à vontade, com as partes de fora, e ele teria abusado de seu poder como membro do comitê diretivo para manter relações sexuais com três participantes da organização - três mulheres, melhor explicar porque o cara é do PSOL -, uma das quais seria a própria Greta. 

A sueca não comenta os rumores, mas deixou o grupo repentinamente na época em que teriam ocorrido os fatos, meses atrás. E o resto do pessoal nega tudo. Apareceu até uma brasileira para dizer que o problema é cultural, aqui nós somos mais carinhosos, moças e rapazes se abraçam a toda hora, dividem o mesmo quarto etc.

Mas a explicação não convenceu muita gente. Um grupo palestino, Coração de Falastin, usou a internet para criticar as estripulias do rapaz: "Fazer isso no barco, a caminho de uma nação que sofre um genocídio, com voluntárias sob sua autoridade, é uma clara violação da ética e do poder."   

Na mesma linha, o Palestinian Reveals lembrou a festa que precedeu a mais recente viagem da flotilha: "Quando os palestinos em Gaza estão passando fome, esperaríamos que a mobilização refletisse o respeito e a seriedade que este momento merece, mas em vez disso vemos shows, um grande palco, música e um clima festivo." 

A Global Sumud sustenta que esses eventos servem para chamar a atenção e aumentar as doações humanitárias. Mas dos 3,5 milhões de dólares levantados desta vez, praticamente nada chegou ao refugiados. "Teria sido melhor doar o dinheiro para Gaza do que jogá-lo no mar", escreveu um jornalista palestino.

A ideia de que a flotilha não passa de um oba-oba performático é reiterada por postagens em que ninguém menciona palestino algum. "Ontem vimos golfinhos, agora tem uma baleia bem aqui, olhem! Que lindo!", declara por exemplo Tiago em seu Instagram, entre fotos de pôr do sol e músicas de Bob Marley.

Mas até aí é como já suspeitávamos. O negócio da esquerda festiva é festa e não deve ser só o brasileiro que comeu alguém em meio ao balanço do mar. Pelo contrário, muita gente deve ter embarcado com esse objetivo em mente. As dúvidas que ficam envolvem a nossa antiga adolescente gazeteira. 

Será que Tiagão foi suficientemente guerreiro para encarar o dragão? Teriam finalmente enfiado a espada no He-Man? Corremos o risco de ver surgir o "filho brasileiro de Greta Thunberg"? Dela se mudar para cá e acabar seus dias dividindo uma cabana na Amazônia com a Elaine Bruma?

A Greta anda meio recolhida depois que deixou a flotilha, mas em algum momento vão encontrá-la e filmá-la. Se ela aparecer mais barrigudinha você já sabe.

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