quinta-feira, 26 de março de 2026

Mais, jacaré, mais

A pesquisa Atlas de ontem mostrou que a relação entre desaprovação e aprovação do cachaceiro está atualmente por volta de 55/45 e com viés de jacaré abrindo a boca. Esperamos que escancare, mas enquanto isso é interessante ver como os números se distribuem pelas diferentes segmentações.

O que mais me chama a atenção é a diferença entre os sexos. Se não houvesse voto feminino - espero que ainda não seja crime levantar essa hipótese - o vagabundo estaria eleitoralmente sepultado, mas entre as mulheres ele continua sendo mais aprovado do que desaprovado. 

Já foi o contrário. Lembro bem que na época dos tucanos o problema do sindicalista malandro era conquistar as mulheres, que tinham natural ojeriza àquela figura abjeta que consideravam parecida com os maridos que suportavam a contragosto. Eram os homens que se identificavam com o trabalhador meio grosseirão que ele fingia ser.

Eles devem ter feito uma campanha sutil que acabou mudando essa percepção. Em geral as mulheres são mais facilmente influenciadas pela mídia e a coisa pode ter envolvido novelas e programas femininos que fazem coro ao discurso de que elas são oprimidas e devem ser libertadas pelas iniciativas da bondosa esquerda.

O fenômeno não precisa ser apenas nacional, em todo o Ocidente há mais homens à direita e mulheres à esquerda. O que para alguns deve ser equalizado com o tempo, pois os homens estariam apenas reagindo à manipulação esquerdista da sociedade com mais prontidão do que as mulheres.

Não sei se dá para baixar esse apoio feminino até a eleição. É por causa dele que eu pensava que a Michelle seria a melhor candidata, pois entre os homens a eleição está ganha. Mas agora é o Flávio. E votando no projeto da misoginia para a apresentadora da Globo não dizer que ele defende o assassinato de mulheres, aiai.

Religião

Descartei as outras religiões e os ateus, segmentos em que o ladravaz leva vantagem, mas são muito pequenos. Entre os católicos, as posições não mudaram muito. Mas entre os evangélicos o pilantra derreteu, chegando a um índice, certamente inédito, de 85% de desaprovação.

Parece que não deu muito certo aquele negócio de fingir religiosidade num dia e chamar o pessoal de "evanjegue" no outro; de se dizer contra o aborto na eleição e passar o governo lutando para implantá-lo até o último instante da gravidez; de protestar honestidade e abrir os cofres para a roubalheira de filhos e irmãos.

Idade

Quase tão forte quanto à desaprovação dos evangélicos é a dos garotos de 16 a 24 anos. E a da turma de 25 a 34 anos não fica muito atrás. Apesar dos esforços do professor petista, aquela figura grotesca, caricata, cansativa, com data de validade mais do que vencida, não consegue enganar os mais jovens.

Talvez alguns tenham até votado nele na eleição anterior por influência dos mais velhos - mais ou menos como eu poderia votar no Getúlio se ele ainda estivesse vivo quando eu tinha essa idade. Mas quem o fez certamente se decepcionou com a mesmice do sujeito que só vive de conversa fiada.

Para culminar, ele taxou as compras on line que são comuns entre jovens e quer censurar as redes através das quais eles interagem desde que se entendem por gente. Para "proteger" uma ínfima minoria que não sabe lidar com a coisa, os petistas querem prejudicar quem não tem problema algum com ela. Que leve o troco na eleição.


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