quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Coletivistas x individualistas

As outras figuras geradas pelo estudo que se baseou em opiniões emitidas nas redes sociais são semelhantes. Imigração, aborto, política econômica ou seja que assunto for, a cena se repete: quem está à esquerda fecha numa posição enquanto quem está à direita se divide entre várias alternativas.

É algo meio óbvio, quem vê o povo como gado a ser conduzido pode estar interessado em assumir uma boa posição na manada, mas nunca se afastará muito dela. Por outro lado, quem mais preza a liberdade preza antes de tudo a sua própria liberdade e não se preocupa em ficar isolado em algum tema.

Isso mostra também a inutilidade de discutir como deveria se comportar a verdadeira direita. Quem tentar encaixar a direita no modelo em que todos devem pensar o mesmo sobre tudo, típico da esquerda, acabará isolado em um grupelho de fanáticos e nunca poderá assumir a liderança de algo maior.

Não é que não existam ideologias de direita (liberais, conservadoras etc.), mas talvez seja mais adequado definir a direita como aquilo que não é esquerda, ou que se opõe à tentativa de controlar a sociedade e o indivíduo que esta representa. O que nós fazemos muitas vezes ao substituir o termo "direita" por "antipetismo". 

Outra decorrência dessas diferenças é que para tomar uma posição por si mesma a pessoa precisa entrar em contato com diferentes opiniões. Assim, mesmo que ao final não concorde com eles, o direitista costuma ouvir os argumentos da esquerda. Já o esquerdista se fecha em seu mundo e procura evitar discussões.

Mas como o esquerdista sabe então o que pensar? Simples, ele segue o que dizem os líderes do rebanho. Quando lhe pedem para defender suas posições o gado não apresenta raciocínios ou provas, limitando-se a informar (com orgulho se for muito gado) que sua fonte são os "doutores" ou as "autoridades" de seu campo.

Pouco tempo atrás eles pensavam que todos eram assim. Com a garantia de que bastava colocar um esquerdista numa posição de comando para ele levar outros consigo, essa gente foi dominando setores da academia e a imprensa. Repórteres que diziam a mesma coisa entrevistavam doutores que faziam o mesmo. E como eles só ouviam seu eco, não imaginavam que alguém os contestaria.

A internet e as redes sociais quebraram esse monopólio, os obrigaram a combater em um campo que desconheciam e os expuseram com frequência ao ridículo. Como resultado, eles tentam demonizar a tecnologia que os incomoda. E ainda conseguem muitas vitórias, mas no geral estão perdendo terreno por todos os lados.

Qual seria a solução? O que manteria a esquerda na confortável posição que hoje ainda desfruta? Eles se dizem democráticos e não usam essas palavras, mas a raiva que frequentemente demonstram comprova que o que querem mesmo é tirar essa máscara e censurar, proibir, condenar, prender.

Não por acaso, o título do estudo a que nos referimos no início é "A esquerda tem um problema autoritário (mas não sabe disso)".

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