17 de janeiro de 1917. Esse foi o dia em que os Estados Unidos compraram as Ilhas Virgens Americanas (também existem as britânicas), um "paraíso caribenho" localizado a leste de Porto Rico e com uma população atualmente próxima de 100 mil pessoas, duas vezes superior à da gelada Groenlândia.
Por que a comparação? Porque as Ilhas Virgens também pertenciam à Dinamarca, que aparentemente as vendeu sem fazer o escândalo de hoje, quando, curiosamente, se defende como algo normal uma nação europeia manter colônias (embora sob outro nome) no continente americano.
Pode-se dizer que as Ilhas Virgens são hoje uma colônia americana. Mas pergunte a seus moradores (ou aos seus vizinhos porto-riquenhos) se alguém está preocupado com isso. Com cidadania americana eles podem se mudar para o território continental quando quiserem, mas é mais comum o pessoal de lá fazer o caminho inverso.
Uma diferença é que os esquimós ficam fantasiando sobre a sua "independência" e ainda não pararam para pensar nas vantagens de ganhar uma bela grana e a cidadania americana, dando a seus filhos a oportunidade de um futuro bem melhor do que caçar focas. Mas creio que em breve deve ocorrer o mesmo com a Groenlândia.
Uma parte curiosa dessa história vai começar agora, quando veremos como os europeus afetados reagem às tarifas adicionais crescentes que Trump decretou contra quem se opuser à venda. Talvez fosse melhor eles não estenderem muito a história para não transformá-la num ponto de humilhação de um dos lados (provavelmente o deles).
Um século depois
17 de janeiro de 2021. Esse foi o dia em que a Anvisa aprovou as duas primeiras vacinas contra covid no Brasil. Uma delas foi a da Astra-Zeneca, que infelizmente eu tomei e já foi até retirada do mercado pelos problemas que apresentou. A outra foi a da empresa chinesa do Docinho, que desapareceu como tinha aparecido.
A primeira vacina do mundo havia sido aplicada há um mês, na Inglaterra, mas as aplicações em massa só começaram nos diversos países nas semanas seguintes, dias antes de iniciarem entre nós, em alguns casos depois. Mas até hoje você vê imbecil mentindo que Bolsonaro não comprou vacina, demorou para fazê-lo etc.
Fica de lembrança a foto do choro fingido do Calça Apertada, um dos grandes pilantras dessa novela. Outro foi o Barrosa, o supremo que mais se ouriçava com esse assunto. Mas a culpa maior é da imprensa, tanto da internacional como a do nosso "consórcio", que esqueceu de noticiar fatos para fazer campanha política com a saúde pública.
Hoje, depois de tudo que se sabe da Astra Zeneca e de outras, eles nem tocam no assunto. Mas em tempos de internet sempre dá para lembrar. Fica também aqui uma recordação das fake news que essa mídia vagabunda lançava aos borbotões naquela época.


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