Fui ver se ainda existiam aquelas antigas imagens em que o Ano Velho é representado por um velhinho e o Ano Novo por um menino pequeno. Tem algumas por aí, mas juntar as palavras necessárias na pesquisa do Google leva quase exclusivamente a desenhos de crianças comemorando a data em paz e harmonia.
O menino dos antigos tempos (que agora já deve estar velho) era sempre branco; já as crianças de agora incluem obrigatoriamente meninas e outras etnias. O mínimo é o que vemos na imagem acima, mas também se encontra grupos maiores com menininho de turbante (não menininha de burca), indiozinho/indiazinha, japinha etc.
Aparentemente, eles não colocam crianças trans. Acho que concluíram que não precisa, pois, tratando-se de crianças, fica ainda mais difícil saber quem realmente é de um sexo ou quem apenas se sente dele. O que falta mesmo são crianças anãs e/ou albinas, a discriminação continua.
A indumentária também segue os padrões do passado, meninos vestem calça ou bermuda, meninas usam vestidinhos de modelito tradicional. Talvez fosse melhor enfiar todos em roupas unissex, mas como os meninos ou as meninas podem ser trans, acho que dá para aceitar.
Menos mal que nos calçados impera a igualdade, todas as crianças da nossa imagem estão usando chinelos de dedo. Neste caso faltou foi a marca da sandália, para saber se as crianças são progressistas ou reacionárias. E nenhuma sandália é vermelha, o que pode indicar uma preocupante tendência antidemocrática.
Mas isso é coisa dos pais, que querem transformar os filhos em fascistas como eles. Nós teremos tempo para fazer a cabeças dos pequenos nas escolas ao longo deste ano. Com sorte, iniciaremos 2027 com mais crianças socialistas e democráticas. Ou, pelo menos, filiadas ao MBL.
A luta continua.

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