Parece que, como diz a Folha, o Flávio "tomou para si o posto de herdeiro" de Bolsonaro. Circulando agora há pouco pelas redes, assisti a vários trechos de suas entrevistas aos programas, muito populares, do Leo Dias e do Ratinho. E ele se saiu muito bem em todas as intervenções.
Desperta atenção a sua capacidade de colocar o dedo na ferida e dizer claramente o que precisa ser dito, sem, no entanto, parecer agressivo. Tente fazer isso por mais de alguns minutos para ver se é fácil. E coloque-se na posição dele, que tem o próprio pai sofrendo na carne algumas das injustiças e ilegalidades que denuncia.
Nos trechos que vi, foi também propositivo numa área de clamor popular como a segurança pública. E pelas caras dos que estavam na plateia do Ratinho, consegue chegar ao povo sem nenhuma dificuldade. Foi direto, assertivo, e transmitiu tranquilidade. Mandou bem.
Magnitsky
Jason Miller, Martin de Luca, Marco Rubio. Dei uma passada pelo X dos três e é impressionante o número de brasileiros que continua entrando em seus posts sobre outros assuntos para comentar a retirada da Magnitsky do Moraes sem nenhuma justificativa razoável e sem nenhum progresso em termos de direitos humanos.
Pelo contrário. A esposa do Ramagem denunciou que as contas bancárias de que depende para cuidar das filhas foram ilegalmente bloqueadas. E um cidadão americano foi detido por supostamente ter auxiliado o próprio Ramagem a sair do país (como se alguém precisasse de ajuda para cruzar a porosa fronteira com a Guiana).
Surgiu uma versão de que foi André Esteves quem convenceu Trump a retirar a sanção para prestar um favor aos bancos brasileiros. Mas a verdade é que permanece o mistério. Ainda mais porque punições mais leves como as sobretaxas e as retiradas de vistos, aplicadas aos outros violadores, continuam válidas.
Fiscalizem os parças
Esse pessoal é engraçado. Na Folha, escrevendo sobre agressões a mulheres, a lacradora Vera Iaconelli é mais uma a defender que as moças já fizeram tudo o que podiam para resolver o problema e agora cabe aos rapazes se educarem uns aos outros, dando bronca no colega que conta uma piada "sexista" ou coisa equivalente.
Não passa pela cabeça da criatura que as piadas que ela quer coibir eram mais comuns antigamente, quando ninguém podia ser processado se a ouvissem na mesa ao lado e quando os crimes passionais (nos quais se enquadra o feminicídio) não eram tão comuns como a própria Vera diz que são hoje em dia.
Se as piadas diminuíram e os crimes aumentaram, não parece ser por aí. Talvez seja por fatores que também aumentaram, como os assassinatos em geral, o clima de bandalheira que vem do topo e o discurso feminista que estimula constantes embates entre os sexos.
Mas podemos apostar que dona Vera quer pressionar os homens com mais direitos exclusivamente femininos, continuará votando em ladrões corruptos e defendendo os meninos que só barbarizam um pouco para tomar uma cervejinha. Desde que eles depois não batam na namorada, é claro.

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