segunda-feira, 27 de outubro de 2025

O jogo vai começar

Demorou, foi difícil, mas parece que o rato foi definitivamente tirado da toca. Em termos de negociação e efetiva mudança de posição, é evidente que a reunião da Malásia só serviu para marcar outra reunião. Mas agora que ficou cara a cara com Trump, o ser abjeto não pode mais se esconder. 

Da parte aberta ao público, a diversão ficou por conta das perguntas sobre Bolsonaro. O desespero dos repórteres brasileiros foi tamanho que, após os elogios de Trump ao pai do Eduardo, uma emissora chegou a trocar o "não é da sua conta" com que ele respondeu aos insistentes por um "não é da nossa conta".

Enquanto isso acontecia, as caretas e risinhos nervosos do descondenado entregavam seu receio de que o tema fosse mais explorado e Trump ou algum jornalista estrangeiro (cuja presença ele tentou proibir) o colocasse contra a parede. Para sua felicidade, no entanto, a coisa não foi muito além.

Isso em público. Depois eles conversaram por cerca de 45 minutos em particular e, segundo Mauro Vieira, não decidiram nada, mas falaram sobre tudo. Do lado americano, Marco Rubio classificou o encontro como "uma interação, não uma reunião" e reiterou que "há problemas com o Brasil". Ou seja, o jogo ainda vai rolar.

Por que se preocupar?

O recorde deve ter sido batido pelo tal Tiago Resiste, um dos mais ativos militantes do gabinete do ódio do desgoverno. De acordo com a figura, Trump percebeu que Bolsonaro o estava enganando, mandou retirarem todas as tarifas e chegou até a criticar um dos nove juízes que condenaram o Lara por corrupção.

É coisa para QI de orangotango, mas o consórcio não ficou muito atrás. A norma foi tentar vender a ideia de que tudo será resolvido rapidamente como gostaria o regime, pois conforme for sendo informado da "verdade" petista, o ingênuo Trump retirará as tarifas adicionais e as punições aos violadores de direitos humanos a troco de nada. 

Eu acho que ele pode facilitar com algum produto para demonstrar boa vontade, mas isso não tem sentido como regra geral. Creio ainda que os indícios apontam em outra direção. Mas por que discutir possibilidades futuras? Em breve saberemos com certeza.

A liberdade avançou

Enquanto nós regredimos depois de um início de avanço, a Argentina continua avançando. De um modo que os jornais de lá qualificaram de surpreendente, Milei obteve uma grande vitória nas eleições legislativas de meio de mandato.

Vitória do presidente, mas também do pessoal do Macri, que antes era o grande adversário do esquerdismo. Percebendo que o seu eleitor havia preferido Milei, eles se uniram a ele na luta maior contra o peronismo. É o normal e é o que aqui deveriam ter feito os que se diziam contrários ao petismo, mas acabaram se revelando seus aliados.   


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