Pode ser a falta da picanha real para o churrasco que eles metaforicamente prometiam fazer, mas não se viu a esperada comemoração dos petistas com a condenação de Bolsonaro. Se você medir pelos comentários nas redes sociais em que todas as linhas políticas participam, como as dos jornais, foi tudo muito chocho ao final.
Em parte, isso se deve à certeza do resultado. Você comemora a partida difícil que seu time poderia ter perdido, não aquela que não tem graça acompanhar. Um julgamento conduzido desde o início por um sancionado por violação de direitos humanos cuja parcialidade beirava o inacreditável só poderia terminar de uma maneira.
Mas o maior problema é que colocaram muita água no chope da petralhada. Começou com o voto de Fux, que escancarou a falta de provas e as demais irregularidades do processo. Porém esses baldes d'água jurídicos não afetaram o petista médio, incapaz de acompanhar os raciocínios ali expostos. Estes se desanimaram por outros motivos.
Um deles, que também afetou os militantes do consórcio de imprensa, foi a anistia. Discutida abertamente e com chances de ser aprovada, ela deixou viva a possibilidade de anular toda a farsa do "golpe". O consórcio reagiu com suas "pesquisas" e os psicopatas reiteraram suas ameaças totalitárias, mas o tema está na pauta.
Outra contribuição decisiva veio de fora. Eles riram do Bananinha e não acreditaram que o homem mais poderoso do mundo pudesse comprar essa briga. Na prática, arrumaram um inimigo que pode atingi-los com muita força (ainda que isso envolva todo o país) e contra o qual não podem fazer quase nada.
Para aumentar a água de origem americana, a injustiça doentia da condenação de Bolsonaro coincidiu com a do extremista de esquerda que baleou Charlie Kirk e a de todos os que expuseram seu verdadeiro caráter comemorando esse brutal assassinato, dos Peninhas da vida ao petista mais anônimo.
E um último motivo foi gerado pela reação a esses festejos. Num movimento que ultrapassou fronteiras e chegou ao Brasil, passou-se a defender que empregadores dispensassem funcionários que ameaçavam políticos de direita, elogiavam o assassino de Kirk e defendiam que outros seguissem seu exemplo.
Isso a princípio não tem nada a ver com Bolsonaro, mas é fácil perceber que a medida pode ser tomada contra quem comemorar sua condenação. Mesmo que o petista tenha um emprego público ou seja seu próprio patrão, a maioria dos empresários é hoje bolsonarista e não parece ser uma boa ideia deixar uma ponta dessas solta por aí.
Por uma dessas causas ou por outra, a festa nas redes gorou.

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