Eu só vi o comentário, mas a história é que alguém da GloboNews garantiu que o Trump está reservando uma "Magnitsky on line" para o julgamento de Bolsonaro. O procurador pede a condenação do réu, toma uma Magnitsky na hora. O ministro vota a favor da farsa, é sancionado igualmente de imediato.
Crime e castigo instantâneos, nada poderia ser mais justo. E nada deixaria tão indignada a ratalhada que se agita em nossas redações, principal disseminadora da narrativa do que agora, devido à ausência de ações que caracterizariam um golpe de verdade, foi criativamente apelidado de "trama golpista".
É pensando no papel exercido por essa escumalha que podemos perguntar: onde está a Magnitsky da mídia nacional? Os donos dos principais veículos, os jornalistas vendidos, os mentirosos compulsivos... ninguém terá uma sanção para chamar de sua?
Não se trata de punir alguém por simpatia, que é o que os inquéritos ditatoriais fazem quando, para lhe atribuir algum crime, estabelecem ligações juridicamente absurdas entre Bolsonaro e apoiadores que agiam por conta própria ao executar ações isoladas como imprimir um email raivoso ou invadir um prédio público.
Pode não existir subordinação direta entre essa parcela da imprensa e os supremos acusadores, mas há um acordo evidente, uma parceria que se reitera a cada dia durante os últimos anos e pode ser percebida com enorme facilidade. A mudança acima referida, de "golpe" para "trama golpista", é um exemplo entre milhares.
Todos sabemos que as acusações feitas a Bolsonaro jamais teriam prosperado se os encarregados de aplicar a lei realmente a respeitassem. Mas o mesmo provavelmente aconteceria se a mídia em questão cumprisse seu papel e denunciasse esses desvios ao invés de acobertá-los e tentar vendê-los como naturais.
Veja o papel da reportagem assinada pela autodenominada "putinha do PT" no início de tudo, em 2019. Veja o silêncio recente sobre a Vaza Toga e o Tagliaferro. Eles não são apenas coniventes com o erro deliberado, são cúmplices ativos do que está acontecendo neste país de uns anos para cá.
Punir um deles, qualquer um, com a Magnitsky ou algo similar seria totalmente apropriado. E talvez fosse mais eficiente do que focar somente nos detentores de cargos oficiais, pois a impressão que se tem é que uma primeira punição neste setor desencadearia um pânico generalizado e uma autocorreção de todo ele.
Dá uma olhada nisso daí com carinho no fim de semana, Donald. Best regards pra você e pra Dona Melânia.

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