quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Apertando botões

Os áulicos do regime não estão reagindo muito bem aos últimos acontecimentos. Vendo que as arbitrariedades que apoiaram começam a ser expostas e punidas internacionalmente, só o que lhes ocorre é calar sobre o que os incomoda e insistir, de modo crescentemente raivoso, no discurso mentiroso do "golpe" que inventaram.

Muito os irritou, por exemplo, o recente relatório sobre a situação mundial dos direitos humanos do governo norte-americano. Mas tocaram no assunto ontem e, pelo menos nos jornais do consórcio, já se calaram sobre ele hoje. Não dava para não noticiar, mas é melhor fazer de conta que isso não existiu.

Pior são as revelações da Vaza Toga e de gente como o ex-TSE Tagliaferro. Quem as acompanha não pode deixar de concluir que o verdadeiro golpe foi dado na eleição de 2022 e os golpeados tinham razão em reclamar. Como sabe disso, o consórcio engole o ódio e tenta esconder o tema.

Gigi malandrão

Eles não alteraram a orientação principal, continuam a falar em golpe das velhinhas e o restante. Mas talvez por receio das punições respingarem sobre seus interesses no exterior, a direção da Globo tem aberto mais espaço para o "outro lado" do que jornais que já foram mais plurais, como o hoje normalmente ridículo Ex-tadão.

É assim que Malu Gaspar nos conta que Bolsonaro tinha uma reunião marcada com Gilmar Mendes quando foi colocado em prisão domiciliar. Agora ela foi adiada sem data, mas o fato revela que Gigi já entendeu muito bem a situação. O que eles falam da boca para fora é uma coisa, o que fazem é outra.

Uma pergunta: será que evitar esse encontro pesou na decisão do pária que ordenou a prisão do presidente? Outra: será que a informação de Malu não é falsa e foi plantada a mando do próprio Gilmar, para que sua situação seja aliviada na reunião de avaliação que o Bananinha e o Figueiredo tem hoje com autoridades americanas? 

Vivi para ver

Quem sabe que não terá alívio é Xandão. Pelo contrário, agravar sua situação para utilizá-lo como exemplo é um dos temas que certamente será discutido. E uma alternativa é estender as sanções à sua esposa, o que nos permite imaginar o que o careca deve estar ouvindo nesse momento, enquanto toma o café da manhã.

Essa possibilidade de agravamento é uma das coisas mais legais da Magnitsky. Como suas sanções podem ser aplicadas aos poucos e os sistemas dos bancos já estão ligados à central de comando, quem a controla pode determinar que serviços serão cortados, quem mais será punido por apoiar o sancionado etc.

É como um experimento em que o cientista vai ligando ou desligando botões e verificando como os animaizinhos reagem aos diferentes estímulos. O bando se afastará do indivíduo sancionado após os primeiros choques? Ele mesmo se corrigirá? Macho e fêmea passarão a se atacar? Precisamos aumentar a voltagem?

Ontem a gente falou que a Magnitsky era poesia, mas ela é ciência também.

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