segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Acerta aí, malandragê

De certa maneira é muito mais fácil fechar acordos com canalhas. Estabelecido o que as partes podem ganhar ou perder, o sujeito decente ainda pode recusar o melhor negócio possível porque aquilo vai contra os seus princípios, representa uma traição aos que nele confiaram etc. O canalha não tem esses problemas.

Assim, é curiosa a resistência da parcela deteriorada do nosso STF a aceitar as condições impostas por Donald Trump: parem de perseguir Bolsonaro e continuem levando a vida numa boa, dando ganho de causa aos clientes multimilionários das esposas, falando pelos cotovelos e se divertindo mundo afora. 

A opção contrária é: insistam na condenação de um inocente com base em argumentações que beiram a demência e suportem (juntamente com suas esposas, filhos e papagaios) as consequências da Lei Magnitsky pelo resto de suas miseráveis vidas.

Não se trata nem de forçá-los a fazer algo errado ou ilegal; ao contrário, tudo o que se pede é que eles desistam de uma canalhice específica, corrijam um erro, respeitem a lei. Por que, então, eles se mostram tão resistentes? Só podemos especular.

Esperança de que as punições sejam anuladas por um presidente democrata. Há sentido nisso porque eles derrubaram Bolsonaro em 2022 com apoio de Biden. Mas nunca houve uma reversão da Magnitsky e abrir um precedente seria difícil e a desmoralizaria. Um futuro (e hipotético) presidente democrata iria comprar essa briga só para beneficiar uns lixos estrangeiros que na sua época já seriam parte do passado?

Vaidade. Acostumados ao servilismo da imprensa e tendo até funcionários para lhes puxar a cadeira ou ajeitar a toga, eles passaram a se sentir aristocratas que estão acima da plebe ignara. Aceitar as condições de quem grita suas ordens e os trata como vagabundos de esquina lhes parece humilhante demais. 

Manter as aparências junto à população. Essa é a mais fraca das possibilidades, pois basta que eles liberem os deputados para votar uma anistia que inclua Bolsonaro. Todos saberão que é mentira, mas eles poderão dizer que, mesmo não concordando com ela, seu respeito à decisão do Congresso é a prova de que nunca foram ditadores.

Medo maior. Além do que um sabe do outro, eles entraram nessa em conluio com forças muito superiores às suas, das poderosas agências americanas que tudo descobrem de todos aos bilionários globalistas que escolheram o Bananil para testar algumas de suas teorias de completo controle social.

As pressões de Trump são públicas, mas sabe-se lá a que eles estão sofrendo nos bastidores em sentido contrário. Quantas barbaridades esses senhores já não terão cometido? Quanto já não terão amealhado irregularmente? De quantas orgias com anões albinos besuntados não terão participado? Qualquer um que tenha provas do que eles fizeram no verão passado pode muito bem deixá-los apavorados.

Seja o que for, o pior (para eles) é que os teimosos correm o risco de bater pé, entrar na Magnitsky e ainda ver seu sacrifício desperdiçado porque Trump é mais teimoso e pode conseguir o que quer de outros modos. Alguns já devem estar pensando nisso e concluindo que não adianta fazer marola. Fecha logo esse acordo aí, malandragê.

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