Não escolher é problemático, mas se qualquer escolha será problemática, por que não escolher não escolher? Tarcísio, Zema, Caiado e quem mais quiser... Deixa o pessoal se candidatar à vontade e depois ele apoia quem chegar ao segundo turno contra os lulopetistas e seus capachos isentões.
Seria simples. Mas a verdade é que, apesar das eventuais declarações marrentas, nenhum dos candidatos a candidato antipetista tem coragem de botar o bloco na rua sem o aval de Bolsonaro. Todos sabem que partem de uns 40% do eleitorado com seu apoio, mas caem a menos de um décimo disso sem ele.
A indefinição os deixa compreensivelmente nervosos, mas não há como ser de outro modo. Em primeiro lugar porque, ainda que as chances sejam mínimas, o candidato pode ser o próprio Capitão. Depois porque ele precisa ter certeza de que não apoiará outro pilantra como Bolsodoria, que vira petista ao tomar posse.
Além de levar pessoas capazes para o governo, o candidato deve ser alguém realmente comprometido com a anistia às vítimas da ditadura PT-STF, o retorno da liberdade de expressão e o restante. O que só poderia ser inteiramente garantido se ele (ou ela) também se chamasse Bolsonaro.
A pressa é dos inimigos
A parte divertida dessa história é a ansiedade da mídia canalha. Como continuam sem sua amada terceira via, os jornalões estão cheios de artigos defendendo a candidatura de um Tarcísio convertido ao tucanismo, que não deveria indultar nenhum "golpista" para não perder os votos dos "centristas" como eles.
Num exemplo disso, Marcelo Godoy escreve no Ex-tadão que "Tarcísio não precisa de Bolsonaro e deveria ouvir os generais". Claro que ele se refere aos generais melancias, que se dizem contra a "insubordinação". Mas de onde o cara tirou que Tarcísio tem votos para ser presidente sem apoio de Bolsonaro?
Creio que a pressa desse pessoal tem um só motivo: eles querem definir rapidamente quem será o "candidato da direita" para começar a pressioná-lo a se dirigir para o que chamam de centro. E é justamente por isso que Bolsonaro deve demorar o máximo possível para ungir alguém.
Mas será que daqui a pouco ele não pode ser preso e impedido de se comunicar com a população? Pode, é evidente, mas nesse caso quem falaria por ele seria, muito provavelmente, a esposa. E daí para ela mesma ser candidata e partir dos 40% seria um pulo.

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