Tem muito mais a ver com a imagem que o Congresso quer passar para a população do que com as contas públicas em si (...) O Congresso já entendeu, e o governo ainda não, que, mesmo para o eleitor de baixa renda, qualquer notícia que implique aumento de impostos ou arrecadação é percebida como um ataque à sociedade.
Quem disse foi um economista para uma desolada Miriam Leitão. Mas podia ser qualquer um, vai longe o tempo em que alguém acreditava que o imposto é para a empresa, não para o cliente. Praticamente todo mundo já entende que os custos são repassados, estão aí as blusinhas chinesas que não deixam ninguém mentir.
Acho até que se formou um link mental, não necessariamente consciente para a maioria, entre os preços que só sobem e o governo que só taxa. As brincadeiras com o Taxxad funcionaram, mesmo que a culpa de um determinado aumento não seja dos impostos do ministro e de seu chefe, eles acabam sendo vistos como responsáveis.
Desentendidos vão tentar
O Sidônio não concorda com o que acabamos de dizer, encheu as redes de MAVs que ficam repetindo que o Congresso é inimigo do povo e está planejando até eventos de rua para vender a ideia da justiça de acertar as contas públicas com o "imposto para os ricos", que é como eles chamam o IOF.
Não lhe passa pela cabeça que o cidadão mais humilde tenha consciência de que quase tudo na economia tem por trás uma operação financeira. Ou que ele pense: "Pô, mas se tinha um imposto que só atinge os ricos, por que ele não o aumentou ao invés de nos castigar com o das blusinhas e da couve?"
Fingem não entender
Segundo a colunista Bela Megale, Daniela Lima descobriu que o Tubaína criou um climão ao lembrar, durante o julgamento para censurar as redes sociais, que eles deviam tomar cuidado para que determinadas decisões não expusessem o tribunal às "investidas de governos estrangeiros".
Bela foi conferir e era verdade. Xandão teria sido o primeiro a vestir a carapuça, garantindo que não tem medo de ninguém. E Gigi entrou na sequência, usando sua experiência para ensinar que não se pode aceitar nenhum tipo de chantagem para não ficar eternamente na mão do chantagista. Muito corajosos até agora.
Não entenderam ou mentiram?
Mosca é o nome do embaixador lulista na Itália. Entrevistado pelo UOL, ele disse que não há nenhuma informação concreta sobre o paradeiro da Carla Zambelli, podem se passar meses até que encontrem a deputada e mais tempo ainda até que se conclua o seu processo de extradição. Só então saberemos se ela será mesmo mandada para cá.
Confirma-se assim que a nossa imprensa mosqueou ao tomar seu desejo por notícia e "informar" que era só pegá-la no aeroporto e mandá-la de volta. O assunto se arrastará e acho que ela tem boas chances de se dar bem ao final de tudo, principalmente se os que a condenaram se transformarem em párias internacionais.
Desconfio também que não será fácil encontrá-la. Já ficou claro que ela tem contatos por lá. Talvez sejam familiares, talvez sejam as moças do Femen, do qual ela participou no passado; alguém a auxilia. E como sua captura não deve ser prioridade para a polícia italiana, os meses do Mosca podem se alongar.

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