Acostumado a uma mídia que fingiu não ouvi-lo confessar que "nós derrotamos o bolsonarismo", Barroso acabou vendo uma publicação como The Economist tratar sua frase como prova de parcialidade que realmente é. E quando inventou uma mentira para tentar justificar-se, a emenda ficou pior que o soneto.
O normal seria alguém nessa situação aprender com a experiência e não dar mais chance para o azar. Mas pouco tempo depois ele acelera ao invés de frear, confessando durante uma palestra que permitiu (solicitou!) a interferência do governo Biden para ajudá-lo a derrotar o bolsonarismo.
O mais interessante é que o conteúdo é mais do mesmo, mas a embalagem não. Na primeira vez ele estava sendo vaiado pelos extremistas da UNE e sua vaidade ferida o fez gritar que eles deveriam lhe agradecer. Agora ele falou com calma, de caso pensado, escolhendo as palavras para tentar vender o absurdo como normal.
Mas não seria melhor ter ficado de boca fechada? Por que confirmar gratuitamente as suspeitas de que foi parcial? Por que revelar um segredo depois de tanto tempo? Uma explicação razoável é que ele soube que estão por revelá-lo e quis se defender previamente na linha "ah, aquela bobagem, já falei sobre isso, nada demais".
Se foi assim é porque há movimentos nos bastidores e devem tê-lo informado que suas reuniões com os asseclas de Biden já foram descobertas, talvez exista alguém disposto a entregar todo o esquema para livrar a própria pele ou algo do tipo. Não sabemos em qual estágio, mas há um processo se robustecendo.
Mentirosa entre os mentirosos
Outro assunto esfriado por aqui desde que Trump voltou ao poder é o da censura da internet. Os que viviam berrando que fariam a "regulação" por bem ou por mal não desistiram de seu intento, mas passaram a ser mais cuidadosos com as palavras.
Até que teve aquele jantar em que a p* resolveu causar e solicitou que o presidente chinês censurasse a direita brasileira no TikTok. Para não ficar atrás, seu patrocinador acrescentou que quer repetir aqui o modelo ditatorial chinês de controle da internet.
A consternação entre os membros do Consórcio foi geral, pois o combinado era todo mundo negar a intenção de calar a oposição. E Mônica Bergamo conseguiu ir além dos coleguinhas, inventando que a p* pediu que o Xi controlasse o TikTok para evitar casos como o de uma menina que se suicidou ao participar de um desafio pelo aplicativo.
E pensar que essa gente dominava totalmente a comunicação. Se hoje que sabem que podem ser desmentidos eles não se constrangem, quantas mentiras não terão nos contado na época em que ninguém tinha espaço para contestá-los?
Avisar, não pedir
Membro da missão do governo Trump que esteve no Brasil no início do mês e encontrou-se com Jair Bolsonaro, Ricardo Pita recebeu anteontem uma comitiva de deputados brasileiros em Washington e aproveitou a conversa para esclarecer um mal-entendido divulgado por nossa mídia sobre o PCC e o CV. Fala aí, Pita:
Os EUA não foram ao Brasil para questionar se as organizações criminosas são consideradas terroristas. Foram para informar que são.

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