terça-feira, 24 de setembro de 2024

Leão quer mandar no circo

Ontem foi o do soco, mas algo que me chamou a atenção no debate da cadeirada foi o mediador, um tal Leão Serva. Pesquisando, descobri que ele trabalhava mesmo na TV Cultura, como diretor internacional de jornalismo e corresponde em Londres. Como? A Cultura, com seu traço de audiência, tem essas coisas!?

Tem, e veja só: "A função de diretor internacional foi criada a partir de sua transferência para a capital britânica e tem como atribuição coordenar eventuais coberturas fora do país para o canal." A informação é do Poder 360, que acrescenta que ele foi contratado pela Cultura no início de 2019 (e da gestão Docinho) e assumiu suas novas funções no início de 2023, quando Tarcísio já estava no poder.

Assim, tudo indica que deram uma boquinha de luxo para um sujeito que é parte do pacote esquerdista mantido na emissora graças a contratos assinados pelo Calça Apertada que (dizem) não podem ser facilmente rompidos pelo seu sucessor. Um rolo que (dizem) envolve também a autonomia da Fundação Padre Anchieta.

Quase não assisto TV e menos ainda a Cultura. Mas sei que a Falsa Cagalhães continua lá e vi com horror esses dias um jornal da emissora com apresentação da autodenominada Putinha do PT e comentários do sorosboy Sakanamoto. O mediador do debate parece ser parte desse time bancado pelo povo que elegeu a outra opção.

Mas o Leão seria Cerva porque também defende o direito dos meninos cometerem um latrocionozinho para tomar umas com os amigos? Deve ser, porém é mais adequado chamá-lo de Servo da mesma deturpação associada ao autor da frase.

Servo digo eu, o arrogante Leão se acha rei. Descubro hoje, através da resposta de Joel Pinheiro da Fonseca, que ele publicou um artigo cujo título é: "Imprensa repete erro que levou Hitler ao poder ao chamar Marçal para debates - Jornalismo vive síndrome de Estocolmo em relação a mídias digitais e precisa se proteger de políticos autocráticos".

Óbvio que não é só Marçal. É Bolsonaro, Trump, o Supremo dominado pelo trumpismo (mas não pelo petismo) e por aí afora. Mesmo que seja a sua turma de doentes quem censura e prende por motivo político, o autocrático reizinho quer que todos os animais do jornalismo boicotem quem não se submeter ao seu conceito torto de democracia.

Joel argumenta que não adianta mais discutir essas coisas porque esse pessoal se criou pelas redes e não depende do jornalismo tradicional. Tentar isolá-los teria o efeito reverso, fechando de vez os jornalões no mundo paralelo em que vivem tipos como o correspondente instalado em Londres.

Ele está certo. Quem está errado é Tarcísio, que continua a bancar vagabundos que ofendem quem os sustenta. Devem mesmo existir entraves contratuais, mas tudo se contesta quando se quer. O governador está deixando para lá porque a Cultura é irrelevante e há muito mais para se preocupar, porém depois de quase dois anos está na hora de limpar a emissora do lixo ideológico que o tucanato lá instalou.


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