terça-feira, 2 de maio de 2023

Se der a mão vão querer o braço

Vamos começar lembrando aos "isentos" que podem ter ajudado a colocar a corda no pescoço alheio e no próprio: a grande diferença entre os dois candidatos que se enfrentaram na última eleição não envolvia a política econômica, os costumes ou nada disso, mas a posição de cada um na disputa entre Liberdade e Censura.

Como poderíamos saber que Bolsonaro defenderia a Liberdade? Era só olhar seu histórico para comprovar que, apesar de vítima constante do ódio lulopetista e de fake news que chegavam a lhe atribuir a responsabilidade pela pandemia, ele nunca mostrou o mínimo desejo de criar leis para censurar seu adversários.

Como saberíamos que o ex-presidiário tentaria implantar a Censura? Era só olhar seu histórico, ele sempre fez isso. Defensor de uma ideologia totalitária e eleito graças aos votos de quem não se importa com liberdade de expressão porque mal sabe ler, ele nunca deixou de usar o poder para tentar "regular" (censurar) a imprensa.

Não deu outra, a única diferença é que agora ele se acertou com as empresas que controlam a grande imprensa, que podem ganhar dinheiro e poder com a nova lei, e voltou suas baterias contra o cidadão comum que se expressa no mundo digital.

Ontem mesmo nós falávamos do esquerdista e cocainômano (ex, segundo ele) que, tendo feito campanha pelas redes contra um técnico que não lhe agradava, se mostrava indignado com os que fizeram campanha nas redes contra um técnico que lhe agradava.

Não é efeito das drogas. Na maioria dos casos, não é maldade. É uma espécie de deficiência mental, o típico esquerdista simplesmente não consegue conceber que o outro deve ter o mesmo direito que ele. Agora, imagine no que se transformaria a internet com gente assim decidindo o que é verdade ou mentira.

Temer deu um golpe, o ex-presidiário não sabia do Petrolão e foi condenado injustamente por Moro, que contaminou o processo para enganar os oito magistrados das outras instâncias técnicas e eleger Bolsonaro, que tentou matar todo mundo durante a pandemia. Asneiras como essas passariam a ser verdades incontestáveis.

Com exceção de um ou outro editorial, o apoio dos jornalões à censura é discreto. A norma é deixar essa defesa aos encarregados do trabalho sujo, principalmente os contratados há pouco como Tia Reinalda, que hoje escreve:

Não há o menor risco de o texto degenerar em censura ou em restrição a crenças religiosas. O PL não cria uma lista nova de imputações penais, que passariam a existir apenas a partir do PL. Tudo o que é crime fora das redes também é crime nas redes.

Mas se já "é" crime nas redes como fora delas, para que o PL? Será que Titia acredita no que escreveu? Parece que não. Sentindo que só convenceu os idiotas que a levam a sério, ela encerra seu artigo com uma ameaça que nós completamos em azul:

Se o PL for derrotado ou se aprovarem, em seu lugar o que meus patrões não querem, o Supremo vai fazer valer o que eles querem de um modo que a todos subordina — também às "big techs". Se quiserem pagar para ver, verão.

Em parte é verdade, o STF faz o que quer. Mas fará com ou sem PL. Se este nos tirar 20% de liberdade, ele elevará o percentual para 30, se nos roubar 40% o transformará em 50. Se derem a mão eles vão querer o braço. Sem censura oficial, eles partirão do zero e precisarão se expor até no exterior. Sempre será melhor. Ou menos pior.


Nenhum comentário:

Postar um comentário